Homenagem a Piza 17 JAN – 22 ABR, 2018


 

Arthur Luiz Piza (1928-2017) explorou a abstração por meio da gravura. Ele acompanhou a chegada do abstracionismo ao Brasil desde o início, na virada dos anos quarenta para os cinquenta. Participou da primeira Bienal Internacional do Museu de Arte Moderna de São Paulo em 1951 e, no mesmo ano, mudou-se para Paris. Desde então, transitou entre lá e cá, mantendo sua pesquisa com composições que oscilam entre a geometria e as linhas fluidas.

Uma solução recorrente nas obras do artista é o uso de um padrão que preenche diferentes formas. Pequenos triângulos repetidos vão criando uma ordem, mesmo que sem rigidez absoluta no alinhamento. Assim, contornos irregulares demarcados por cor parecem ganhar uma estrutura que os unifica.

O MAM possui 94 gravuras de Piza. Selecionamos 11 delas para esta homenagem ao artista, falecido recentemente. Sua capacidade de sintetizar a abstração informal e a geométrica faz dele um testemunho da história da arte abstrata no Brasil.

Felipe Chaimovich