curso online | Carnaval e teatro afrobrasileiro em um Brasil quase moderno com Uila


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Datas: 26 de agosto, 02, 09, 16 de setembro de 2021
Horário: das 19h às 21h por videoconferência
Inscrições encerradas

Quintas-feiras

Público: interessados em geral 

Duração: 04 encontros

Curso completo: R$ 320 em até 4 parcelas

As aulas acontecem ao vivo via plataforma Zoom

 

A partir do reconhecimento da busca de uma cultura propriamente brasileira entre o final do séc. XIX e meados do XX, este curso propõe reanalisar o contexto artístico local a partir da produção de grupos afro-brasileiros nas áreas do Carnaval e do Teatro.

Renegando, mas atento aos discursos baseados no mito das três raças, o percurso do curso pretende esmiuçar as ações que tornavam possíveis a elaboração de uma identidade à parte, menos discursivamente miscigenada e mais propositivamente irrigada por uma investigação de uma identidade negra, tensionada tanto pela herança africana como pela condição sócio-cultural destinada à ela na sociedade brasileira.

Se no quadro mais genérico, e por isso mais famoso, das representações das Belas Artes nos restou os registros do esforço da classe artística de evidenciar o quão misturada se concebia a cultura e identidade brasileira, os encontros estarão baseadas na investigação das estratégias e complexidades presentes numa das partes dessa composição. Carnaval e Teatro negros como testemunhos da investida parcial da parcela populacional parcialmente incluída no discurso nacional.

 

Programação

Aula 01 | (26/08) Uma semana para a Arte Moderna.

Estudo das principais características que fundamentaram a realização da Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, com ênfase na relação estratégica entre o discurso sobre identidade nacional e sua estética vanguardista.

Objetivo: Identificar como foi articulado a herança sobre os estudos da identidade nacional e as novas propostas, modernas, sustentadas por seus participantes. Propor uma reflexão sobre o lugar discursivo que assume a cidade de São Paulo em relação à identidade brasileira.

 

Aula 02 | (02/09) Da comédia de Costumes ao Teatro de Revista: breve histórico da ‘presença’ negra na cultura teatral brasileira.

Apresentação e debate sobre os gêneros  da Comédia de Costume e do Teatro de Revista, na segunda metade do século XIX, com ênfase na presença dos assuntos relacionados à população africana e crioula, assim como de suas eventuais participações nos espetáculos, e leitura crítica dos grupos teatrais emergentes na primeira metade do século XX, como a Companhia Negra de Revista (CNR) (1926) e o Teatro Experimental do Negro (1944), ambos fundados no Rio de Janeiro.

Objetivo: Mapear as significações que estruturavam a abordagem dos ‘temas negros’ nas artes cênicas e os estereótipos firmados por meio deles em contraposição aos discursos que emergiram a partir e em relação ao trabalho cênico produzido pela população negra.

 

Aula 03 | (09/09) Do entrudo ao carnaval: o incansável esforço em busca da europeização da cultura brasileira

Observação do contexto específico das festas populares e suas relações com a realidade e características sócio-culturais brasileiras, com ênfase na presença da população africana e crioula. Estudo crítico dos casos das agremiações Baixada Africana (1895) e Pândegos de África (1897), ambos fundados em Salvador-Bahia.

Objetivo: Percepção da estratégia elitista de tornar menos ‘africanizado’ os costumes culturais relacionados à rua e às festas populares, e das estratégias das agremiações carnavalescas negras em constituir um discurso e estética negros.

 

Aula 04 | (16/09) O cênico e o carnavalesco paulista da Sociedade Pró Arte Moderna (SPAM)

Estudo sobre os bailes de carnaval realizados pelo SPAM, com protagonismo do artista Lasar Segall, na década de 1930.

Objetivo: Perceber as nuances, semelhanças e permanências entre as ideias carnavalescas e cênicas estudadas até aqui e a proposta do SPAM em constante diálogo com a condição histórica que São Paulo vivia no período.

 

Uila (Uilton Garcia Cardoso Júnior), com formação na área da História da Arte pela Unifesp, tem como pesquisa principal os estudos do uso das imagens e da colonialidade nas relações raciais da história brasileira. Já trabalhou como educador em museus e instituições culturais, e atualmente é professor de História na Noc Educação, pesquisador no Acervo Bajubá e no Descolonizarte. Participou do Experiências Negras no Instituto Tomie Ohtake (2019), do Diversas: encontro sobre ação educativa e diversidades (2018-19) no SESC, SENAC e NÚCLEO LUZ e da Residência de Pesquisa em Arte Contemporânea na Uberbau_House (2020).

 

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Dúvidas:

cursos@mam.org.br

WhatsApp: 11 99774 3987

 

Legenda:
Teatro Experimental do Negro – Lea Garcia e Fredman Ribeiro na peça “Onde está marcada a cruz”. (detalhe) Correio da Manhã. Arquivo Nacional

 

Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência. Aulas gravadas disponibilizadas somente aos inscritos e por tempo determinado.
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