com Guilherme Tosetto
Datas: 7, 14, 21, 28 de junho e 5 de julho
Sextas-feiras
Horário: das 18h às 20h
Duração: 05 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00
Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final
O conjunto de fotografias do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) compreende um período relevante da história recente da fotografia brasileira. De autores da fotografia modernista dos anos 1940 até a produção contemporânea, o MAM incorporou, por meio de diferentes meios, distintas linguagens, suportes e artistas, imagens que são testemunhas dos principais momentos da fotografia brasileira. O objetivo do curso é apresentar algumas características destas obras, e reconhecer a potencialidade do acervo do MAM a partir de recortes temáticos e históricos.
Com o apoio de catálogos de exposições, textos e livros, as aulas apresentam uma linha do tempo com os principais acontecimentos, autores e obras responsáveis pelo desenvolvimento da fotografia inserida no contexto da arte brasileira. Além do conhecimento histórico, os alunos poderão reconhecer no acervo a diversidade de visualidades das obras ali presentes. O público-alvo são pesquisadores e interessados em arte e fotografia contemporânea.
Programação
Aula 01 – As primeiras exposições de fotografia e o início da coleção
- Primeiros fotógrafos expositores Thomas Farkas, Fernando Lemos e German Lorca
- Os prêmios e as aquisições nas trienais e na quadrienal de fotografia
Aula 02 – As vanguardas históricas e as relações com o fotoclubismo
- Foto Cine Clube Bandeirantes e a II Bienal de São Paulo
- A recuperação das vanguardas históricas da fotografia
Aula 03 – A diversidade de linguagens fotográficas nas décadas de 80 e 90
- O documental e o poético: a fotografia e as artes conceituais
- A presença do fotojornalismo no museu
Aula 04 – Os caminhos e resultados alcançados pelo Clube de colecionadores de fotografia
- Pesquisa e colecionismo: a construção do clube de colecionadores de fotografia
- O panorama criado a partir das linhas de investigação e pelos curadores.
Aula 05 – O documental e o poético na fotografia contemporânea
- Experimentações técnicas e novas linguagens fotográficas
- Intersecções entre fotografia e arte contemporânea
Guilherme Tosetto é fotógrafo e pesquisador. Doutor em Belas Artes pela Universidade de Lisboa. Mestre em Multimeios pela Unicamp. Especialista em Fotografia e graduado em Comunicação Social/Relações Públicas pela Universidade de Londrina. Atualmente, é professor no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Atua como editor de imagens, com passagens por veículos de comunicação como Folha de São Paulo e Editora Abril. Foi curador das exposições: “A exposição de fotografia que não aconteceu em 22” (2022), na Casa Guilherme de Almeida; “Realidade e Ficções Fotográficas” (2020) e “A menor Imagem” (2019), no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo; “Territórios Íntimos” na Galeria 78/80, em Lisboa (2016); “Imagens Incendiárias” na Galeria da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (2015) e “140 caracteres” no MAM-SP (2014).
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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints, para fins de registro, divulgação e promoção das atividades do Museu, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar o MAM (cursos@mam.org.br).
créditos
Parada militar de 7 de Setembro (1976), de Orlando Brito
com Renato Anelli
Datas: 13, 20, 27 de maio, 03, 10, 17, 24 de junho e 01 de julho
Segundas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 08 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 640,00
Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final
O curso aborda o processo de formação e evolução da arquitetura moderna brasileira, situando-o dentro do contexto histórico da modernização do país desde a Abolição da Escravatura e a Proclamação da República até os dias atuais. Utiliza-se o método de interpretar o significado dessa arquitetura através da análise da forma e dos procedimentos que a geraram, considerando o momento histórico específico em que se desenvolveu. As narrativas da arte, da arquitetura e da sociedade se entrelaçam para explicar o processo de formação da arquitetura como um sistema representativo da cultura brasileira. Assim, serão discutidos temas como projeto arquitetônico, construção, uso, integração urbana e sua relação com as artes plásticas, cinema e teatro. A arquitetura é compreendida como parte integrante da cultura que molda um país, tanto simbólica quanto materialmente.
Programação
Aula 1 – Modernismo e Modernização
Aula introdutória ao curso, desenvolvendo a conceituação de Marshal Berman apresentada em seu livro “Tudo que é sólido desmancha no ar” (1986), a partir da interpretação de Adrian Gorelik em “O moderno em debate: cidade, modernidade, modernização” (1999) e Marta Gutman em “Teaching Marshal / Marshal teaching: Encounters with Berman” (2016).
A aula parte da interpretação da pintura “La Gare Saint-Lazare” de Claude Monet (1877) e das entradas das estações de Metrô projetadas por Hector Guimard (1900) para discutir o papel da arte e da arquitetura na modernização produtiva, social e política do século XIX.
Aula 2 – A retórica colonial na República: modernização social e os dilemas da identidade nacional
Com enfoque na primeira República, a aula discute a recuperação do passado colonial como raiz da nacionalidade na cultura. Aborda a modernização social e produtiva do Brasil através das infraestruturas urbanas e da arquitetura neoclássica de Ramos de Azevedo. Explora a interpretação da arquitetura colonial nas pesquisas de José Wasth Rodrigues e José Mariano orientadas pelo neocolonialismo. Analisa a síntese entre moderno, arcaico e paisagem natural nas pinturas de Tarsila do Amaral. Debate o posicionamento de Mário de Andrade e Oswaldo de Andrade sobre o moderno na arquitetura, como a chegada das casas modernistas de Gregori Warchavichik.
Aula 3 – Construção da identidade nacional moderna e hegemonia da representação do estado nacional
A aula parte da exposição simultânea da Casa Modernista de Warchavchik com o lançamento do Plano de Avenidas para São Paulo de Prestes Maia e a Revolução de 1930. Apresenta a construção da identidade nacional moderna através de Lúcio Costa, destacando o papel da integração das artes na arquitetura. Analisa as artes plásticas modernas, com ênfase em temáticas nacionais e sociais por artistas como Portinari, Di Cavalcanti e Bruno Giorgi. Este processo culmina em dois projetos de Oscar Niemeyer que o elevam ao foco central da arquitetura moderna brasileira: o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova York, em coautoria com Lúcio Costa (1939) e Pampulha (1942). A exposição “Brazil Builds: architecture new and old”, promovida pelo MoMA em 1943, consolida essa corrente, apresentando-a como referência internacional de esperança em plena destruição da Segunda Guerra Mundial.
Aula 4 – Arquitetura moderna como instrumento de modernização econômica e social no Brasil e América Latina: Interiorização e internacionalização
A aula apresenta o papel ativo da arquitetura moderna brasileira na modernização do país, projetando fábricas, conjuntos habitacionais, redes de escolas públicas e equipamentos de saúde no esforço de construção de um estado de bem-estar social para uma população que se urbanizava velozmente. Explora os movimentos concretista e neoconcretista nas artes plásticas e sua relação com os novos parâmetros da arquitetura. Destaca a forte presença da arquitetura moderna brasileira no exterior, em países como Venezuela, Estados Unidos e Alemanha, através das obras de Oscar Niemeyer, Rino Levi e Roberto Burle Marx.
Aula 5 – Brasília e Salvador: duas faces do desenvolvimentismo no Brasil
Analisa o projeto e a construção de Brasília como a síntese do projeto político e cultural do modernismo brasileiro. Discute o papel da Universidade da Bahia e do Museu de Arte Moderna da Bahia no plano de desenvolvimento regional do Nordeste, proposto por Lina Bo Bardi e artistas da região. Destaca a pesquisa etnográfica Nordeste conduzida por Lina em conjunto com Livio Xavier no Ceará e Francisco Brennand. Brasília e Salvador se apresentam como dois caminhos para a relação entre cultura e economia, que poderiam ser complementares, se não ocorresse o golpe militar de 1964.
Aula 6 – Entre tecnocracia e contracultura: arte, arquitetura e cidade no “milagre brasileiro”
A aula foca na polarização política e cultural característica do período autoritário inaugurado em março de 1964. Analisa movimentos de arte moderna e popular que se radicalizaram na luta de oposição, politizando a produção nas artes plásticas, arquitetura, teatro e música. Explora as obras do Grupo Arquitetura Nova, a teoria crítica de Sérgio Ferro, o urbanismo de favelas de Carlos Nelson Ferreira, a cenografia de Flávio Império e Lina Bo Bardi. Por outro lado, discute o crescimento exponencial das cidades e os investimentos públicos em grandes obras, que acentuaram os contrastes sociais. A arquitetura moderna configurou redes de infraestrutura urbana, como os metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro, com relevantes características ambientais e paisagísticas.
Aula 7 – Moderno e pós-moderno na redemocratização
Aborda a revisão crítica ao movimento moderno iniciada na Europa e Estados Unidos na década de 1950, que atingiu o Brasil na década de 1980. Analisa o pós-modernismo brasileiro em suas três correntes: uma de viés Pop, outra de orientação historicista e uma terceira regionalista. Destaca a obra de Severiano Mário Porto na Amazônia como a mais relevante desse movimento. Discute a continuidade e o aprimoramento da arquitetura moderna, tendo Paulo Mendes da Rocha como seu mais destacado expoente na virada do século XX para o XXI.
Aula 8 – Arte e arquitetura moderna de Brasília no centro da disputa política do século XXI
Explora as políticas de inclusão social propiciadas pelo primeiro quartil do século XXI e seu impacto na ampliação do campo da arte e arquitetura. Destaca a denúncia e o combate ao racismo estrutural brasileiro por negros descendentes de escravizados e indígenas. Analisa a cultura das periferias e favelas, que se impõem alterando temas e território de atuação da arquitetura. Discute a cerimônia de posse do novo presidente em Brasília, seguida pela invasão e depredação dos palácios dos três poderes por seus opositores, como momentos emblemáticos desse período.
Renato Anelli, arquiteto urbanista e educador, possui uma vasta trajetória acadêmica, incluindo títulos de Mestre em História e Doutor em História da Arquitetura. Aposentado como Professor Titular do IAU USP São Carlos, atualmente é professor doutor no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie. Sua experiência internacional inclui períodos como professor visitante em instituições renomadas em Veneza, Hamburgo e Austin. Além disso, desempenha papéis importantes como Conselheiro e Curador do Instituto Bardi/Casa de Vidro e Diretor de Cultura do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo.
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Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência. Aulas gravadas disponibilizadas somente aos inscritos e por tempo determinado.
Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints, para fins de registro, divulgação e promoção das atividades do Museu, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar o MAM (cursos@mam.org.br). Em alguns cursos as aulas que acontecem na plataforma Zoom poderão são gravadas e disponibilizadas somente aos participantes dessas respectivas aulas com prazo de expiração. O conteúdo da gravação é protegido por direitos autorais e o acesso é permitido unicamente para fins de estudo e de uso exclusivo do participante impossibilitando a sua divulgação ou compartilhamento com terceiros.
créditos
Parque do Ibirapuera (2004), de Nelson Kon
com Lorenzo Merlino
Datas: 09, 16, 23 de abril, 07, 14 e 21 de maio de 2024
Terças-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 06 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00
Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final
O curso tem como objetivo explorar as mudanças cruciais na Arte Ocidental desde o início do Renascimento até o surgimento da Arte Moderna no início do século XX, destacando suas relações e independências com a Estética. Além disso, serão abordadas as interações com o Design, Moda e sua influência em áreas como Cinema, Dança, Teatro e Literatura. Destinado a todos os interessados em Arte, Moda e Design, o curso não requer formação prévia.
Programação
Aula 1
- Os primeiros Renascimentos à margem da Revolução Gótica
- Renascimento Pleno – da Vinci, Rafael, Michelangelo
- Maneirismo e o início do Barroco
Aula 2
- Barroco, a Academia e o Classicismo do Grande Século
- O início da preponderância francesa
- Rococó e o ocaso da aristocracia
Aula 3
- Neoclássico, o primeiro Moderno?
- A Primeira Revolução Industrial na Inglaterra e suas influências
- Nobreza e Burguesia, ousadia e conservadorismo
- Romantismo e Realismo — o início dos ‘ismos’
Aula 4
- Impressionismo, Neoimpressionismo e Pós-Impressionismo — o surgimento da Modernidade
- As Exposições Universais e o surgimento da globalização
Aula 5
- Arts and Crafts e o surgimento do Design
- Gesamtkunstwerk, a Arte Total de Wagner
- O contato com o Oriente — japonismos e os Balés Russos
Aula 6
- A Modernidade e as Vanguardas europeias
- O Primitivo no Moderno
- Fauvismo, Cubismo, Orfismo, Futurismo, Suprematismo e Expressionismo
- Surrealismo e a volta do figurativo
É bacharel em Moda pela Faculdade Santa Marcelina e estudou no Studio Berçot, em Paris. Com mais de 25 anos de experiência no setor têxtil, foi um dos fundadores da Casa de Criadores e integrou o SPFW por seis anos. Indicado ao XIV Prêmio Carlos Gomes em 2011 e eleito melhor figurinista de óperas do Brasil em 2015, atua como professor na FAAP e já ministrou cursos em instituições como MAM, MASP, Faculdade Belas-Artes, Arte que Acontece, Superbacana+, Unibes Cultural, SENAC e SESC. Desde 2016, é embaixador de Flandres para as Artes e a Moda no Brasil. Pós-graduado em História da Arte pela FAAP, é mestre e doutor pela UNICAMP, com dissertação e tese recomendadas para publicação, e realizou, em 2021, uma bolsa CAPES de doutorado-sanduíche na University of Brighton, Inglaterra.
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Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência. Aulas gravadas disponibilizadas somente aos inscritos e por tempo determinado.
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créditos
L.H.O.O.Q. (1919), de Marcel Duchamp. | Fonte: Wikipédia
com Ana Paula Simioni
Datas: 11, 18, 25 de março e 01 de abril
Segundas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 4 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 320,00
Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final
O curso propõe uma reflexão sobre a presença e contribuição das artistas mulheres em algumas experiências modernistas internacionais, notadamente na França e no Brasil. O curso é voltado para um público geral, acima de dezoito anos, sem necessariamente ter amplos conhecimentos em história da arte. Uma parte da bibliografia recomendada será em inglês, francês ou espanhol.
Programação
Aula 1 – Os gêneros do modernismo: mulheres impressionistas
A primeira aula discutirá o modo com que as imagens associadas aos artistas modernos (tais como o “gênio”, o “revolucionário”) são generificadas. Abordaremos em especial a figura do flâneur e o modo com que as artistas mulheres atuantes no último quartel do século 19 lidaram com tais questões.
Aula 2 – Nus: territórios da vanguarda
A segunda aula abordará o modo com que algumas mulheres artistas procuraram se inserir nas vanguardas francesas a partir de um tema caro à arte moderna: as representações dos nus. Trata-se de entender como elas passaram de objetos da representação a sujeitos dos mesmos.
Aula 3 – Mulheres artistas em outros centros: modernistas brasileiras
Nesta aula propõe-se uma reflexão sobre o caso particular do Brasil, em que duas figuras femininas lograram uma consagração ímpar: Anita Malfatti, vista como a introdutora do modernismo no país, e Tarsila do Amaral, figura central na década de 1920. Ambas assinalam modos de consagração generificados.
Aula 4 – Modernismos expandidos: mulheres e artes decorativas em tempos modernistas
A partir do caso de Regina Gomide Graz, introdutora das artes modernistas têxteis no Brasil, a quarta aula abordará o modo com que diversas artistas mulheres dedicaram-se às artes decorativas, em especial as artes têxteis, nos circuitos modernistas internacionais. Nesse sentido, elas promoveram uma crítica às hierarquias tradicionais da história da arte e ampliaram o próprio conceito de “articidade” em suas épocas.
É professora do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (USP). Desde 2000 desenvolve pesquisas sobre arte e gênero no Brasil. É autora de Mulheres Modernistas: estratégias de consagração na arte brasileira (EDUSP, 2022) e Profissão artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras (EDUSP/FAPESP, 2009). Foi curadora das mostras Mulheres Artistas: as pioneiras (1880-1930) (Pinacoteca de São Paulo, 2015), Transbordar: transgressões do bordado na arte (SESC Pinheiros, 2020-2021), curadora adjunta de Tornar-se ORLAN: criação e empoderamento (SESC Paulista, 2023) e curadora de Tarsila depois de TARSILA (Museu Republicano de Itu, 2024).
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WhatsApp: 11 99774 3987
Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência. Aulas gravadas disponibilizadas somente aos inscritos e por tempo determinado.
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créditos
Paisagem (1948), de Tarsila do Amaral. | Fonte: Coleção MAM São Paulo
com Alexandre Araujo Bispo
Datas: 27 de março, 03, 10, 17, 24 de abril e 08 de maio
Quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
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Este curso propõe uma exploração profunda da arte afro-brasileira, destacando sua conexão intrínseca com o universo religioso e estético africano. Sem seguir uma ordem cronológica, as aulas abordam temas como memória, corpo, ritos sociais, morte, alimentação e intolerância religiosa.
Com a definição de Marta H. Leuba Salum como base, que compreende essa forma de expressão como qualquer manifestação plástica e visual que resgata a estética e religiosidade africanas, aliadas aos cenários socioculturais dos negros no Brasil, o curso oferece um panorama não exaustivo dos temas, autorias e problemas ligados à noção de sagrado afro-brasileiro.
A metodologia inclui aulas expositivas com apresentação de imagens artísticas, combinadas a informações sociais e biográficas sobre os artistas, proporcionando uma compreensão aprofundada dessa expressão artística única.
Programação
Aula 1 – O negro como tema
Esta aula destaca imagens de pessoas e grupos negros no Brasil desde o século XVII, explorando representações de mulheres, crianças, festas religiosas e objetos rituais. A análise desse repertório iconográfico visa proporcionar uma compreensão visual crucial para interpretar obras contemporâneas.
Aula 2 – Morte, mortos e morrer
Explorando obras que dialogam com o universo das religiões afro-brasileiras, esta aula destaca o artista Arthur Leandro e seu anúncio peculiar de morte. O enfoque inclui noções como axexê, mukondo, egun, vumbi, entre outras, e examina como artistas contemporâneos respondem criticamente a temas como chacinas, violência estatal e direito ao funeral.
Aula 3 – Belas Artes Negras
Estabelecendo a distinção entre a eficácia simbólica da arte, utilizada em rituais para alterar destinos ou curar, e o aspecto contemplativo da tradição ocidental, esta aula exibe imagens de obras rituais e práticas artísticas contemporâneas. A questão central é se o rito na arte contemporânea possui poder curativo.
Aula 4 – Mães negras: uma expressão do sagrado
Explorando a figura central da mãe negra ao longo da história brasileira, esta aula aborda o culto à mãe negra em São Paulo, surgido na República Velha. Destaca também a presença da Mãe Preta na fotografia de Vincenzo Pastore e na obra de artistas contemporâneos como Rosana Paulino, Renata Felinto, Sidney Amaral, entre outros.
Aula 5 – Esculturas e escultores: uma longa tradição
Focando na importância da escultura negra em ritos de passagem, altares e assentamentos religiosos, esta aula destaca escultores como Rubem Valentim, Mestre Didi, Emanoel Araújo, Carybé, entre outros, que encontram inspiração no universo do candomblé.
Aula 6 – A arte e a religião: inspirações protestantes
Explorando a interseção entre repertórios sagrados afro-brasileiros e influências do cristianismo protestante, esta aula destaca artistas contemporâneos como Ventura Profana, Maxwell Alexandre e Priscila Rezende, analisando como suas obras transitam entre os domínios artístico e religioso, atualizando as discussões sobre o sagrado afro-brasileiro ao longo do tempo.

Alexandre Araujo Bispo é doutor em Antropologia Social pela USP. Atualmente, está em estágio pós-doutoral na Escola de Belas Artes da UFRJ. Foi pesquisador-bolsista do Lab de Pesquisa MAM-SP em 2024.
Realizou, entre outras, as exposições: Deborah Paiva — Janaína Torres Gal., SP-Arte Rotas Brasileiras 2025; Indiscretos, Casa Yara DW, 2025; Ensaios de imaginação espacial — Janaína Torres Gal., SP-Arte 2025; Azul, individual do artista Crânio — Gal. Luis Maluf, 2024; Somatória de forças, individual da artista Aline Bispo — Gal. Luis Maluf, 2024; Pra vela não se apagar, individual do artista Guilherme S. Silva — Janaína Torres Gal., 2024; Margens de 22: Presenças Populares, Sesc SP, 2023; Medo, fascínio e repressão na Missão de Pesquisas Folclóricas – 1938, CCSP, 2015. Tem textos publicados em revistas como Religião e Sociedade, C&, Zum, entre outras. Tem textos em catálogos, entre os quais no CCSP, IAC Miami, IMS e Pinacoteca de SP. É coautor, entre outros, de Mulheres no ensino de arte no Brasil (2023); Arte Saberes Antropologia (2021); Arte contemporânea 2000–2020 (2021); Cidades sul-americanas como arenas culturais (2019).
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créditos
Oxumaré, da série Riscos, de Alexandre Alexandrino.
com Brunno Almeida Maia
Datas: 22 e 29 de fevereiro, 07 e 14 de março
Quintas-feiras
Horário: das 19h às 21h
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A fotografia de moda é uma das narrativas estéticas/artísticas fundamentais para a compreensão da arte do vestir. Neste curso, vamos apresentar e analisar os diálogos — seus pontos de semelhança e diferença — entre as artes modernistas e contemporâneas e a história e linguagens dos principais fotógrafos de moda.
O intuito é conceituar a moda como uma organização social da aparência por meio das noções de modernidade, modernismo e o moderno, destacando a presença de elementos-chave para a compreensão dos movimentos e das vanguardas modernistas e pós-modernistas (como a arte do retrato, art nouveau, art déco, dadaísmo, futurismo italiano, construtivismo russo, surrealismo francês, pop e op art, arte performática, etc) nos projetos estético-políticos dos fotógrafos de moda. Dentre esses artistas estão Virginia Oldoini (Condessa de Castiglione), Barão Adolf de Meyer, Edward Steichen, George Hoyningen-Huene, Horst P. Horst, Man Ray, Blumenfeld, Munkácsi, Irving Penn, Ricard Avedon, Guy Bourdin, Deborah Turbeville, Helmut Newton, Bruce Weber, Herb Ritts, Ferdinando Scianna, entre outros.
Programação
Aula 1 – Conceitos e noções da teoria da imagem de moda
- Breve história da fotografia
- As noções de imagem, imaginário e imaginação na tradição filosófica
- A moda como arte: imagens de desejo, sonho e utopia
- Entre o temporal e intemporal: a metafísica da moda nas imagens de Irving Penn
Aula 2 – A fotografia na moda
- A teatralidade das imagens de moda em Barão Adolf de Meyer
- A arte do retrato e a moda: Condessa Castiglione e Richard Avedon
- O modernismo e a depuração das formas em Hoyningen-Huene
Aula 3 – As vanguardas modernistas na fotografia de moda
- A moda cita a Grécia Clássica: as fotografias de Steichen e os trabalhos de Madeleine Vionnet e da bailarina Isadora Duncan
- O dadaísmo e o surrealismo em Man Ray, Horst P. Horst e Cecil Beaton
- A arte do movimento no futurismo e nas imagens de Moda de Martin Munkácsi
Aula 4 – Pós-modernismo e a fotografia de moda
- O fragmentário e o pós-modernismo em Guy Bourdin
- A pop art e op art na fotografia de moda
- O sex appeal do inorgânico de Walter Benjamin e o fetichismo freudiano em Helmut Newton
- “Problemas de gêneros”: as imagens de Deborah Turbeville, Bruce Weber e Herbs Ritts, e diálogos com Julia Kristeva e Judith Butler
É doutorando em Arquitetura e Urbanismo na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade de São Paulo (USP), desenvolvendo pesquisa sobre Moda e arquitetura. Possui mestrado em Filosofia, Ciências Humanas e Teoria de Moda pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Além disso, atuou como curador da exposição Ema e a Moda no século XX: as roupas e a caligrafia dos gestos na Casa Museu Ema Klabin e do Ciclo de Conferências A atualidade de Marcel Proust (1871-1922) no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP. Também é professor convidado em diversas instituições, incluindo a Universidade de São Paulo (USP), a Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), o Istituto Europeo di Design (IED) e o Centro Universitário Belas Artes. Atualmente, está trabalhando em seu próximo livro intitulado Tempos de exceção: ensaios sobre o contemporâneo, que será publicado pela Editora Cosmos (no prelo).
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A bailarina americana Maria Tallchief, Los Angeles (1954), de Otto Stupakoff. | Fonte: Coleção MAM São Paulo