arte no pós-digital: imagem e circulação

arte no pós-digital: imagem e circulação

14, 21, 28 de maio, 11, 18, 25 de junho de 2026
19h às 21h

com Juliana Caffé

Datas: 14, 21, 28 de maio, 11, 18 e 25 de junho de 2026
Quintas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final

Este curso apresenta um panorama da circulação de imagens na arte moderna e contemporânea, a partir de experiências latino-americanas. Partindo do cartaz como uma das principais formas de expressão do século XX, o curso explora como ele foi usado em práticas de resistência e na construção de imaginários coletivos, além de acompanhar artistas, coletivos e exposições que marcaram esse percurso. Também trata da história de exposições como ferramenta para entender como narrativas foram articuladas ao longo do tempo e discute questões como reprodutibilidade técnica, impressão gráfica e o papel das mídias sociais na difusão da arte contemporânea. A proposta é pensar a imagem como prática e potência, tanto do ponto de vista da materialidade quanto em seus modos de compartilhamento.

Programação

Encontro 1 – O cartaz e a cultura visual

  • O cartaz como linguagem central da cultura visual do século XX, explorando sua dimensão artística, gráfica e política a partir da circulação pública da imagem
  • O cartaz como forma estética ligada à reprodução técnica, à síntese visual e à intervenção no espaço urbano, com foco nas experiências latino-americanas
  • Referências em diálogo: David Kunzle, Taller de Gráfica Popular (México), Movimento Muralista Mexicano, Eladio Rivadulla Martínez

Encontro 2 – Redes de solidariedade

  • Como cartaz e a imagem gráfica foram mobilizados como ferramentas de articulação cultural e política na América Latina, estruturando redes de solidariedade entre artistas, instituições e projetos coletivos ao longo do século XX
  • A circulação transnacional da imagem como estratégia estética e política
  • Exposições, encontros e plataformas que consolidaram repertórios visuais de resistência e memória
  • Referências em diálogo: Casa de las Américas (Cuba), Instituto de Arte Latinoamericano – IAL (Chile), OSPAAAL (Organização de Solidariedade dos Povos da Ásia, África e América Latina).

Encontro 3 – Exposições, instituições e a história da imagem em circulação

  • Exposições-chave do século XX
  • Como cartazes, impressos e práticas gráficas ingressaram no espaço institucional
  • Novos regimes de visibilidade para a arte latino-americana
  • Referências em diálogo: Bienal de Veneza dedicada ao Chile (1974), I Bienal de Havana (1984), Lilian Llanes, Aracy Amaral.

Encontro 4 – Regimes de visibilidade

  • Como os processos de reprodução, da impressão à fotografia e aos meios técnicos, transformaram a circulação da imagem e os modos de percepção na arte moderna e contemporânea
  • Experiência estética, tempo da recepção e regimes de visibilidade
  • Materialidade e dimensão sensível da obra
  • Referências em diálogo: Walter Benjamin, Susan Buck-Morss, Jonathan Crary, Hélio Oiticica, Lygia Clark.

Encontro 5 – Arte, sistemas e mediação técnica no contexto pós-digital

  • Deslocamento da obra do objeto para a experiência
  • Práticas contemporâneas que articulam tecnologia, participação e circulação ampliada
  • O pós-digital: meios analógicos e digitais
  • Referências em diálogo: Christiane Paul, Walter Zanini, Julio Plaza, Lygia Clark, Giselle Beiguelman

Encontro 6 – Manifestações, ocupações e ações coletivas

  • Práticas artísticas e coletivas que, na última década, atuaram na intersecção entre imagem, presença urbana e circulação digital em São Paulo
  • Como a arte operou como forma de mediação sensível entre a experiência das ruas, as mídias sociais, os dispositivos de comunicação e a disputa por visibilidade no espaço público contemporâneo
  • A imagem não apenas como documento, mas como gesto, linguagem e forma estética
  • Referências em diálogo: Sato do Brasil, Jornalistas Livres, Frente 3 de Fevereiro, Mídia Ninja, Bijari, Tupinambá Lambido, Zapantera Negra.
Juliana Caffé

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créditos

Imagem: Claudio Tozzi, Luta [detalhe], 1968. Coleção MAM São Paulo. Foto: Ding Musa.