com Ruy Luduvice
Datas: 24 e 31 de outubro, 07, 14, 21 e 28 de novembro de 2026
Sábados
Horário: das 10h às 12h
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 520,00 + taxas
Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail cursos@mam.org.br com antecedência de 7 dias úteis.
Este curso apresenta uma introdução à videoarte a partir de sua história, equilibrando análises de contexto mais amplo com o estudo de obras específicas. Vamos começar pela década de 1960, quando o vídeo se espalhou pelas cenas artísticas da Alemanha e dos Estados Unidos. Em seguida, vamos acompanhar sua evolução em diálogo com a performance, o happening e o cinema, até sua inserção no sistema da arte contemporânea e a transição para o digital no início do século XXI.
Programação
Aula 01 – O que é vídeo?
Entender o que é a fita magnética, como ela surgiu na indústria audiovisual nos anos 1950 e 1960, como chegou ao mercado e de que forma foi usada pelos movimentos artísticos da neovanguarda nos anos 1960.
Aula 02 – Nam June Paik e o Grupo Fluxus
Fazer um estudo de caso sobre o tema da primeira aula, acompanhando a trajetória de Nam June Paik desde seu contato com Stockhausen, Joseph Beuys e, principalmente, com o neodadaísmo de John Cage e do Grupo Fluxus.
Aula 03 – Vídeo e performance
Fazer um estudo de caso sobre o tema da primeira aula, acompanhando a trajetória de Nam June Paik desde seu contato com Stockhausen, Joseph Beuys e, principalmente, com o neodadaísmo de John Cage e do Grupo Fluxus.
Aula 04 – Vídeo, cinema expandido e sistema da arte contemporânea
Entender como artistas desafiam o espaço tradicional do cinema e das galerias de arte. Eles questionam as formas de atenção promovidas pela indústria cultural, explorando a diferença entre narrativa linear e fragmentada, além de brincar com o tempo nas obras. Vamos analisar trabalhos de Andy Warhol, Bill Viola, Francis Alÿs, Harun Farocki e Cao Fei.
Aula 5 – Vídeo na cena artística brasileira
Entender como a ditadura militar brasileira influenciou a recepção do vídeo no Brasil entre os anos 1970 e o início dos anos 1980. Também vamos estudar a relação entre a geração da chamada “curtição”, o vídeo e a televisão. Análise de trabalhos de Letícia Parente, Rafael França, Sonia Andrade, TVDO e TV Viva.
Aula 06 – Vídeo na arte brasileira contemporânea
Conhecer a produção de vídeo feita no Brasil a partir do século XXI, usando como exemplo a mostra “MAM na Cinemateca: Corpo e Cidade em Movimento – vídeos da doação Chaia” (2025, curadoria de Cauê Alves e Miguel Chaia). Vamos perceber como esses vídeos se relacionam com a criação poética e analisar como os artistas trabalham a imagem artística em um contexto de grande consumo de imagens digitais. Análise dos trabalhos de “Luz del Fuego” (2012), de Carmela Gross; “Sin Peso” (2006), de Cao Guimarães; “Americano” (2013), Berna Reale; “Aleph” (2013), de Lia Chaia; “Cruzada” (2010) de Cinthia Marcelle; “Físico” (2015), de Rodrigo Cass; “Etrom uo Aicnêdnepedni” (2022), Guilherme Peters; “Odiolândia” (2017), de Giselle Beiguelman; e “Monólogo” (2021) de Nicole Kouts.
Ruy Luduvice
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créditos
Imagem: Lia Chaia, Aleph [frame do vídeo]. Coleção MAM São Paulo. Still: Marina Paixão
