para quem o museu fala? comunicação, público e escolhas

17, 24 de novembro, 01, 08 de dezembro de 2026
19h às 21h

com Ane Tavares

Datas: 17 e 24 de novembro e 01 e 08 de dezembro de 2026
Terças-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 4 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 320,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail cursos@mam.org.br com antecedência de 7 dias úteis.

A comunicação em museus atravessa hoje um momento de transformação. Entre a ampliação de públicos, a pressão por relevância social e as dinâmicas das plataformas digitais, comunicar nos museus deixou de ser apenas difundir conteúdos para se tornar um campo estratégico de construção de sentido.

Este curso propõe uma reflexão crítica e prática sobre a comunicação museológica contemporânea, abordando temas como a formação de públicos, o branding institucional, a produção de conteúdo digital e a cultura de dados. Também serão discutidas as tensões entre visibilidade, sustentabilidade financeira e função social, cada vez mais presentes na atuação das instituições culturais. A partir de estudos de caso nacionais e internacionais, como o Museu do Ipiranga e o Brooklyn Museum, serão discutidas as tensões entre a missão pública, a linguagem de rede e o posicionamento institucional.

Voltado a profissionais de museus, trabalhadores da cultura, estudantes e interessados no tema, o curso convida os participantes a analisar criticamente as práticas existentes e desenvolver repertório para atuar na comunicação de instituições culturais hoje.

Programação

Aula 1 – O público no centro: a virada para o visitante e a construção de sentido nas interações de comunicação

  • Apresentação do curso
  • Panorama inicial: tensões entre visibilidade, sustentabilidade financeira e função social no campo museal contemporâneo
  • O deslocamento do foco de “só comunicar a coleção” para “comunicar com o público”
  • Comunicação museológica como experiência e política de acesso
  • Estudos de público e segmentação: oportunidades e riscos da personalização de conteúdo
  • Debate orientado: “É possível ouvir o público sem submeter o museu à lógica do consumo/mercado?”

Estudo de caso: Pinacoteca Contemporânea (reposicionamento espacial e discursivo)

Aula 2 – Branding e missão social dos museus

  • O museu como marca
  • Quando o branding institucional vira ativo simbólico e econômico
  • Onde termina a missão e começa o marketing?
  • Posicionamento institucional e construção de narrativa pública
  • Tom de voz institucional: como o museu fala e com quem fala

Estudos de caso:

  1. MAM em Movimento: reposicionamento como narrativa de continuidade e presença digital
  2. O novo Museu do Ipiranga: atualização da narrativa histórica, da identidade visual e das estratégias de comunicação
  3. Brooklyn Museum: reposicionamento nos 200 anos, identidade, discurso e presença digital

Aula 3 – Estratégias e linguagem: entre o discurso museológico e a estética de rede, com participação de Gabriela Pupin

  • O museu como produtor de conteúdo no ecossistema digital: espaços de mediação, disputa de atenção e construção de repertório cultural
  • Museus como criadores de conteúdos especiais: podcasts, séries audiovisuais, publicações e projetos editoriais
  • Acessibilidade na comunicação digital: linguagem, formatos e inclusão de públicos
  • A estética da atenção e a performatividade nas redes sociais
  • Os dilemas entre didatismo, entretenimento e relevância cultural

Estudo de caso: Campanhas e narrativas transmídia do MoMA – Discover Modern Art

Aula 4 – Cultura de dados e avaliação: o que medimos quando comunicamos cultura

  • Discutir a emergência da cultura de dados nos museus e seus impactos sobre a comunicação
  • Analisar como indicadores quantitativos e qualitativos podem (ou não) traduzir valor simbólico e social
  • KPIs e métricas qualitativas: o que é relevante medir em uma instituição cultural?
  • Cultura de dados como ferramenta de planejamento estratégico, não apenas de performance digital
Ane Tavares

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créditos

Imagem: Luan Santos.