com Vânia Medeiros
Datas: 18, 25 de julho, 01 e 08 de agosto de 2026
Sábados
Horário: das 10h às 12h
Duração: 4 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 320,00 + taxas
Curso presencial
Contempla certificado no final
A palavra “férias” tem origem no latim feriae, que significava “dias de descanso”, “festas” ou “dias em que não se trabalhava”. Neste curso, discutiremos o desenho como forma de resistência aos regimes de esgotamento mental e cansaço por meio de movimentos práticos de observação do Parque Ibirapuera.
O ato de desenhar nos coloca em uma dinâmica de tempo, valor e finalidade diferente daquela exigida pela lógica funcional e produtivista do trabalho contemporâneo. Trataremos o desenhar como processo aberto, lento, corporal, campo de experimentação onde ideias ainda estão em formação, e não enquanto produto.
Teremos como referência diferentes estados de atenção citados pela professora Virgínia Kastrup no texto “O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo”, para orientar nossa atitude atencional em cada encontro.
Cada participante fará seu próprio caderno no primeiro encontro e caminhará com ele pelos quatro dias, experimentando diferentes materiais.
Programação
Aula 1 – Rastreio
- Apresentação do curso e seus conceitos principais
- Confecção manual dos cadernos
- Prática de observação: O parque e suas relações entre espécies.
- Que colaborações entre humanos e não humanos se desenham nesse espaço?
- Rastrearemos, por meio de caminhadas lentas e intuitivas, os habitantes do parque com desenhos que revelam a simultaneidade e interdependência de seus modos de convivência.
- Materiais: livre
Aula 2 – Toque
- Partilha de referências: Cadernos de artistas como experimentação do pensamento
- Aguadas: jogar com a imprecisão e os acidentes gráficos no ato de desenhar.
- Prática de observação: Situações no parque.
- Partindo de um campo visual mais fechado que o rastreio, o toque, vamos focar em situações específicas que ocorrem no parque, aprofundando o olhar, observando com mais tempo e investigando as características dessas trocas.
- Materiais: aquarela
Aula 3 – Aterrissagem
- Partilha de referências: Desenhos botânicos e etnográficos
- Grafite: traçar e esfumaçar
- Prática de observação: Dar zoom.
- Ampliaremos ainda mais o zoom e experimentaremos a aterrissagem, modo atencional cujo enquadre nos permite observar detalhes dos objetos e seres mais a fundo, em suas especificidades.
- Materiais: Grafite
Aula 4 – Imaginação
- Partilha de referências: ficções especulativas
- Lápis de cor, canetinhas, pintar através da linha
- Prática de observação: Ficcionalizar
- Refletirmos sobre aquilo que foi observado ao longo dos encontros e, a partir das características que apreendemos em torno da convivência entre os seres do parque, imaginaremos, fabularemos situações inventadas por meio de desenhos e textos.
- Materiais: livres
Vânia Medeiros
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créditos
Imagem: Vânia Medeiros