pop arte na américa do sul

18, 25 de abril, 02, 09 de maio de 2026
10h às 12h

com Carolina Filippini

Datas: 18, 25 de abril, 02 e 09 de maio de 2026
Sábados
Horário: das 10h às 12h
Duração: 4 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 350,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final

Como podemos pensar o fenômeno Pop na América do Sul? Quais as diferenças entre as produções realizadas nesse espaço e aquelas criadas nos Estados Unidos e na Europa? Quais as principais estratégias e tópicos presentes na arte Pop dos países sul-americanos, e como se deu a inserção feminina nesse movimento?

Essas são algumas das perguntas que o curso pretende responder.

O curso apresenta um panorama da produção Pop na América do Sul, com ênfase em quatro países: Brasil, Argentina, Peru e Colômbia. Discutiremos o contexto político e cultural desses espaços no início dos anos 1960 e como diferentes artistas utilizaram a linguagem Pop para discutir a repressão dos regimes autoritários, a cultura popular local e a influência da mídia de massa. Com foco especial na produção de mulheres artistas, o curso discute ainda como questões de gênero perpassaram as produções de muitas mulheres e como as mesmas foram recebidas nesses diferentes espaços.

Realizadas em um momento de profundas mudanças sociais, políticas e culturais, as produções Pop sul-americanas nos ajudam a pensar a sociedade, a política e as dinâmicas de gênero nas décadas de 1960 e 1970 e também no presente.

Programação

Aula 1 – O político e o erótico na Pop brasileira

Na primeira aula, analisaremos a produção Pop brasileira, realizada em um contexto de ditadura militar. Discutiremos obras de artistas como Teresinha Soares, Wanda Pimentel, Cildo Meireles e Anna Maria Maiolino e suas estratégias para responder ao autoritarismo. Veremos ainda como a representação da sexualidade e do desejo feminino foi usada pelas artistas como uma forma de resistência.

Aula 2 – A Pop argentina: mídia e participação

Com foco na produção de artistas como Marta Minujín, Delia Cancela e Pablo Mesejean, pertencentes ao grupo Pop de Buenos Aires, a aula discute como os argentinos criaram obras que tinham como foco a participação do público e a criação de suas próprias imagens midiáticas. Veremos como os artistas discutiam os meios de massa, frequentemente se infiltrando dentro dos mesmos.

Aula 3 – Propaganda e gênero na produção peruana

Nessa aula, discutiremos os cartazes políticos criados pelo artista Jesús Ruiz Durand no início da ditadura peruana, assim como as produções de artistas como Gloria Gómez-Sánchez e Teresa Burga, parte do grupo limenho Arte Nuevo, que utilizaram as linguagens da Pop e da Op Art para discutir a influência da mídia de massa e a objetificação da mulher.

Aula 4 – A Colômbia e o poder do kitsch

Com foco na produção de artistas como Beatriz González e Clemencia Lucena, a aula revela as tensões de classe e de gosto presentes na sociedade colombiana do período e a emergência de uma produção que valorizou as raízes populares. Veremos ainda como, de maneira mais ou menos direta, as artistas discutiram os estereótipos de gênero e o lugar da mulher na sociedade da época.

Carolina Vieira Filippini Curi

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créditos

Imagem: Carteira de identidade (auto polegar direito) (1965), de Rubens Gerchman. Coleção MAM São Paulo.