surrealismo: arte, arquitetura, moda e design

surrealismo: arte, arquitetura, moda e design

14, 21, 28 de julho, 04, 11, 18 de agosto de 2026
19h às 21:30

com Camila Guerra, Helena Barbour e Mirtes Marins

Datas: 14, 21, 28 de julho, 04, 11 e 18 de agosto de 2026
Terças-feiras
Horário: das 19h às 21:30h
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final

Este curso entende o surrealismo não apenas como movimento histórico, mas como uma matriz operativa que ainda estrutura modos de expor, projetar e experienciar arte e cultura. Partindo de diversas manifestações surrealistas, desde suas origens até os dias atuais, serão discutidas as bases teórico-práticas, as estratégias de deslocamento e artistas relevantes do movimento nas linguagens das artes visuais, da arquitetura, da moda e do design.
Ao longo de seis encontros, serão apresentadas produções no campo das práticas surrealistas, com foco na reelaboração de alguns de seus projetos, de modo que os interessados possam explorar as características dessa produção.

Programação

Aula 1 – A máquina de costura, o guarda-chuva e a mesa cirúrgica

  • Origens, entendimentos e desdobramentos dos surrealismos a partir de Dadá na Europa, América Latina e Brasil
  • Freud e Marx como influências
  • Surrealismo como parte das abordagens primitivistas modernas
  • Algumas manifestações surrealistas históricas

Aula 2 – Arquitetura surrealista

  • Princípios estéticos do surrealismo aplicados à arquitetura, como distorção espacial e atmosfera onírica, presentes nas obras de Salvador Dalí e René Magritte, articulam-se com espaços ilógicos e labirínticos inspirados nas Carceri, de Giovanni Battista Piranesi
  • Principais arquitetos e obras associadas ao imaginário surrealista incluem as formas oníricas de Antoni Gaudí, a continuidade orgânica da Endless House, de Friedrich Kiesler, e a repercussão desse imaginário no desconstrutivismo arquitetônico, visível nas fragmentações e instabilidades geométricas de Frank Gehry e Bernard Tschumi
  • Rebatimento na atualidade aparece em arquiteturas que exploram espacialidades fluidas, perspectivas instáveis e geometrias não ortogonais, como nos projetos de Zaha Hadid, e nas abordagens formais de Daniel Libeskind, Rem Koolhaas e do coletivo Coop Himmelb(l)au, todos marcados por torções, fragmentações e atmosferas de caráter onírico

Aula 3 – A moda como manifesto surrealista: subversão e colaboração

  • O Corpo em Metamorfose: O vestuário como suporte para o inconsciente; o conceito de “beleza convulsiva” aplicado à moda
  • O encontro criativo entre Elsa Schiaparelli, Salvador Dalí e Jean Cocteau, com análise de algumas peças-chave
  • O Objeto Deslocado (Détournement): como transformar um sapato em chapéu ou luvas em garras
  • Fetiche e Materialidade: o uso de texturas (veludo, pelos, celofane) e a introdução de elementos industriais (zíperes visíveis) como provocação estética
  • O surrealismo no Novo Milênio: a persistência surrealista em criadores contemporâneos como Alexander McQueen e as releituras históricas de John Galliano para a Dior

Aula 4 – O design surrealista

  • As composições ilusórias de Piero Fornasetti e formas teatralizadas de Carlo Mollino
  • Referências para esse imaginário: a ironia fotográfica de Man Ray, o uso de materiais insólitos por Meret Oppenheim e as atmosferas híbridas criadas por Dorothea Tanning
  • Metamorfose, fetiche e humor
  • O papel do estranhamento, do lúdico e da subversão funcional no design surrealista: détournement. O cotidiano como experiência onírica
  • Renovação do imaginário surrealista no design: Maarten Baas, Studio Job, Patricia Urquiola e as experimentações do Front Design. No Brasil: Fernando e Humberto Campana e investigações digitais de Guto Requena

Aula 5 – A exposição como obra de arte: cenografia e imersão

  • A ruptura com a Galeria Tradicional: a exposição como uma experiência total (Gesamtkunstwerk)
  • Exposição Internacional do Surrealismo (1938): aspectos gerais e recepção
  • A Rue Surréaliste: o espaço público como lugar de revelação do inconsciente
  • O papel do espectador como participante da obra e a “Milha de Barbante” (Mile of String), de 1942
  • Legado curatorial contemporâneo: como o design expositivo atual (em museus de moda e arte) herda as estratégias surrealistas de imersão, som e iluminação dramática

Aula 6 – Por que surrealismo?

  • A partir do conteúdo apresentado ao longo do curso, o encontro vai promover um roteiro de práticas surrealistas no contexto atual em arte, arquitetura, moda, design e em outras linguagens, para verificação da persistência dessas práticas (cinema, games, audiovisual, entre outras) e da recorrência de operações que caracterizaram o surrealismo histórico
Camila Guerra
Helena Barbour
Mirtes Marins

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créditos

Imagem: Alberto da Veiga Guignard, sem título, 1949. Coleção MAM São Paulo. Foto: Ding Musa.