Jardim do MAM no Sesc

15 maio 25 – 31 ago 25
passadas
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artistas
Hisao Ohara
(Karafuto, Japão, 1931 – Mirandópolis, SP, Brasil, 1989)

 

 

Felícia Leirner
(Varsóvia, Polônia, 1904 – Campos do Jordão, SP, Brasil, 1996)

Foi uma escultora polonesa naturalizada brasileira. Chegou ao Brasil em 1927 e iniciou sua carreira artística aos 44 anos. Com obras marcadas pela síntese formal e expressão lírica, integrou a geração modernista brasileira.

 

Marepe
(Santo Antônio de Jesus, BA, Brasil, 1970)

é artista visual conhecido por obras que misturam escultura, instalação e performance com objetos do cotidiano nordestino. Sua produção explora temas como deslocamento, identidade e desigualdade social, com humor e lirismo.

Foto: Zanone Fraissat | Folhapress

Regina Silveira
(Porto Alegre, RS, 1939 – Vive e trabalha em São Paulo, SP)
Imagem. Início da descrição de imagem: Retrato em plano geral e em preto e branco de uma mulher idosa de pele clara com cabelos curtos e escuros. Ela está em pé, olha para a direita com um sorriso aberto e radiante. Usa óculos de grau com armação escura e arredondada. Veste uma jaqueta escura aberta sobre uma camiseta clara e calças de pernas largas e escuras. Ela sorri e olha para fora do quadro. O ambiente é dominado por uma intervenção artística monumental: uma parede branca coberta por uma grade rigorosa de pequenos quadrados pretos. No canto superior direito, uma forma escura e alongada parece romper a ortogonalidade da malha. O chão possui um acabamento polido que reflete sutilmente a figura da artista e a luz do ambiente. Fim da descrição de imagem.

Formou-se em Pintura pelo Instituto de Artes da UFRGS (1959), onde a orientação que recebeu como aluna de Iberê Camargo foi decisiva para sua compreensão da técnica como instrumento de investigação da imagem. É um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira, com uma trajetória prolífica que atravessa mais de cinco décadas e múltiplas linguagens. Sua produção investiga os regimes de representação visual, explorando questões como distorções da perspectiva, projeções de sombras e deslocamentos da percepção em relação ao espaço arquitetônico. Em muitas obras, cria imagens ilusórias que parecem expandir ou alterar a arquitetura dos ambientes, aproximando os limites entre realidade e representação. Trabalha com suportes diversos, como gravura, serigrafia, instalação, vídeo, projeções, vinil recortado e intervenções site-specific, frequentemente articulando imagens apropriadas e operações gráficas que questionam poder, política e cultura visual. Atua como docente e pesquisadora na Escola de Comunicação e Arte da USP desde 1974, onde teve papel central na formação de várias gerações de artistas. Suas obras integram coleções como MoMA, Nova York, MAM São Paulo, MASP, Pinacoteca de São Paulo e MAC USP.

Ivens Machado
(Florianópolis, SC, Brasil, 1942 – Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2015)

Ivens Machado nasceu em Florianópolis, SC, Brasil (1942), e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, Brasil (2015). Iniciou sua trajetória com obras em papel e vídeos experimentais nos anos 1970, marcados por temas como sexualidade, violência e poder. A partir da década seguinte, voltou-se à escultura e à instalação. Passou a utilizar materiais da construção civil como concreto, cacos de vidro e vergalhões para criar formas brutas e ambíguas, inspiradas na arquitetura vernacular brasileira e nas tensões do corpo humano, desde a agressividade até o erotismo. Destacam-se suas retrospectivas Ivens Machado, no Musée d’Art Contemporain de Nîmes, França (2025), e Ivens Machado, no Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil. Também participou das 12ª, 13ª, 16ª e 22ª Bienais de São Paulo (1973, 1975, 1981, 1994). 

Foto: Rodrigo Trevisan/Divulgação

Bruno Giorgi
(Mococa, SP, Brasil, 1905 – Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1993)

foi um escultor brasileiro de origem italiana, destacado no modernismo brasileiro. Filho de imigrantes italianos, mudou-se para Roma com a família em 1911. Na década de 1920, envolveu-se com movimentos antifascistas, sendo preso e condenado a sete anos de prisão. Após cumprir quatro anos, foi extraditado para o Brasil por intervenção diplomática. Em 1937, estudou na Académie de la Grande Chaumière e na Académie Ranson em Paris, onde foi aluno de Aristide Maillol e conviveu com Henry Moore e Marino Marini. De volta ao Brasil em 1939, integrou-se ao movimento modernista, colaborando com artistas como Vitor Brecheret e Mário de Andrade. Em 1943, estabeleceu-se no Rio de Janeiro, onde atuou como professor e mentor de jovens artistas. Sua obra é marcada por formas geométricas e abstração, utilizando materiais como bronze e mármore.

Ottone Zorlini
(Treviso, Itália, 1891 – São Paulo, SP, Brasil, 1967)

Foi um pintor, escultor, desenhista e ceramista ítalo-brasileiro. Natural de família humilde, iniciou sua trajetória profissional aos 13 anos, trabalhando em uma fábrica de cerâmica. Mudou-se para Veneza, onde cursou a Academia de Belas-Artes e frequentou os ateliês dos escultores Umberto Feltrin e Guido Cacciapuoti. Em 1927, imigrou para o Brasil, estabelecendo-se em São Paulo. Aqui, destacou-se na produção de monumentos públicos, como o Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico, na represa de Guarapiranga. Além disso, participou ativamente da vida artística paulistana, integrando-se ao grupo de pintores que frequentavam as sessões de modelo vivo, como Alfredo Volpi, Mário Zanini e Penacchi. Zorlini também foi responsável por diversos túmulos e bustos em cemitérios de São Paulo. Faleceu em 1967, deixando um legado significativo nas artes visuais brasileiras

Mário Agostinelli
(Arequipa, Peru, 1915 – Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2000)

foi um pintor e escultor peruano radicado no Brasil. Estudou na Escola Nacional de Belas Artes com Daniel Hernandez. Chegou ao Brasil em 1945, realizando sua primeira exposição no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Após residir na França e nos Estados Unidos, fixou-se definitivamente no Brasil em 1969, adquirindo a cidadania brasileira. Sua obra transita entre o expressionismo e o abstrato, com destaque para esculturas em bronze de figuras humanas e animais.

Nicolas Vlavianos
(Atenas, Grécia, 1929 – São Paulo, SP, Brasil, 2022)
Imagem. Início da descrição de imagem: Retrato em preto e branco, capturado em um ângulo levemente inclinado (plano holandês), de um homem idoso de pele clara. Ele possui cabelos brancos ralos e uma barba e bigode também brancos e cheios. O artista olha para baixo e para a esquerda com uma expressão atenta, como se estivesse em meio a uma conversa ou observando algo de perto. Usa óculos de grau com armação fina e veste um blazer escuro sobre uma camisa clara de colarinho aberto. O fundo é uma parede de textura granulada e tons cinzentos, mantendo o foco na fisionomia expressiva do retratado. No canto inferior esquerdo e no canto superior direito, veem-se fragmentos desfocados de outras pessoas, sugerindo que a foto foi tirada em um evento social ou abertura de exposição. Fim da descrição de imagem.

Iniciou sua formação artística em Atenas e, posteriormente, estudou escultura em Paris, na Académie de La Grande Chaumière, com Ossip Zadkine, e na Académie du Feu, com László Szabó. Radicou-se em São Paulo a partir de 1961 e desenvolveu uma produção dedicada sobretudo à escultura, transitando entre figuração e abstração em investigações sobre ritmo, plano e estrutura espacial. Trabalhou com diferentes materiais e escalas, especialmente com metal e latão, criando composições que articulam formas orgânicas e geométricas. Paralelamente à produção artística, atuou como docente na FAAP, onde lecionou expressão tridimensional por diversas décadas. Suas obras integram coleções institucionais como as do MAM São Paulo e MAC USP.

Luiz 83
(São Paulo, SP, 1983 – vive em São Paulo)

Luiz 83 é o nome artístico de Luiz dos Santos Menezes. Autodidata, sua formação decorre da experiência adquirida nas ruas da cidade como “pixador”, atividade que ofereceu o princípio de um vocabulário plástico que vem sendo refinado a partir de pesquisas que o artista desenvolve com considerável grau de inventividade em meios mais convencionais como o desenho, a pintura e a escultura. Sua experiência profissional como montador de exposições de arte também lhe oferece a oportunidade de permanecer em íntimo contato com obras de caráter clássico e contemporâneo, oportunidade que resulta em conhecimento sensivelmente assimilado. Em suas obras é possível perceber um concretismo de tipo bastante peculiar e sem dúvida sofisticada nas soluções formais e nos arranjos conceituais e de natureza POP qualidade também percebida através de um cromatismo que em geral privilegia cores brilhantes de luminosidade intensa. O artista também tem se dedicado a performances onde coloca em questão o lugar social do negro e tematiza a relação do corpo com seu fazer artístico e interações com a cidade. O artista participou de várias mostras individuais e coletivas entre quais se destacam a individual “Z” na galeria Tato e as coletivas “Tendências da Street Art” no Museu Brasileiro de Escultura e “Pretatitude: insurgências, emergências e afirmações na arte contemporânea afro-brasileira” nos SESC Ribeirão Preto, São Carlos, Vila Mariana e Santos”.

Amilcar de Castro
(Paraisópolis, MG, Brasil, 1920 – Belo Horizonte, MG, Brasil, 2002)

foi um escultor, desenhista, gravador, diagramador e professor brasileiro, reconhecido como um dos principais nomes do neoconcretismo no Brasil. Sua obra escultórica é marcada pelo uso de chapas de ferro cortadas e dobradas em uma única operação, explorando a relação entre forma, espaço e matéria.

Mari Yoshimoto
(Santa Rosa de Viterbo, SP, Brasil, 1931 – São Paulo, SP, Brasil, 1992)

Foi uma artista plástica, escultora, joalheira e figurinista brasileira de ascendência japonesa. Sua formação artística foi ampla e interdisciplinar: estudou pintura com Massao Okinaka (1955–1957), arquitetura contemporânea no Instituto Goethe, história da arte, etnologia e arqueologia no MASP, estética com Anatol Rosenfeld, teatro com Zé Celso e comunicação visual com Flávio Império.

Emanoel Araujo
( Santo Amaro, BA, Brasil, 1940 – São Paulo, SP, Brasil, 2022)

foi um artista visual, curador e museólogo brasileiro, reconhecido por sua contribuição à valorização da cultura afro-brasileira.

Nascido em uma família de ourives, iniciou sua formação artística na juventude, trabalhando com marcenaria e tipografia. Estudou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, destacando-se em gravura e escultura. Em 1972, recebeu a medalha de ouro na 3ª Bienal Internacional de Arte Gráfica de Florença.

Foto: Museu Afro Brasil/Divulgação

Rubens Mano
(São Paulo, SP, Brasil, 1960)

é um artista visual brasileiro cuja obra investiga a relação entre espaço, imagem e paisagem urbana. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Santos em 1984, aprofundou seus estudos em fotografia e concluiu mestrado em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da USP em 2003.

Marcia Pastore
(São Paulo, SP, 1964)

É uma artista visual brasileira cuja obra transita entre escultura, instalação e arquitetura. Desde o final dos anos 1980, desenvolve uma pesquisa que investiga a relação entre corpo, espaço e matéria, utilizando materiais como ferro, gesso, borracha, vidro, cabos de aço e elementos arquitetônicos. Suas obras exploram forças físicas como tensão, peso e equilíbrio, criando estruturas que dialogam com o espaço expositivo e desafiam a percepção do espectador.

Eliane Prolik
(Curitiba, PR, Brasil, 1960)

É uma artista visual brasileira cuja obra transita entre escultura, instalação e objeto, explorando a relação entre forma, espaço e percepção. Graduada em Pintura e especializada em História da Arte do Século XX pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), aprofundou seus estudos na Itália com o artista Luciano Fabro, ligado à arte povera, na Accademia di Belle Arti di Brera, em Milão.

Desde o final dos anos 1980, Prolik desenvolve uma produção tridimensional marcada por estruturas geométricas que se desdobram no espaço, utilizando materiais como cobre, alumínio e aço. Suas obras frequentemente evocam objetos cotidianos, tensionando a percepção entre o familiar e o abstrato, o leve e o pesado, o estático e o dinâmico.

Haroldo Barroso
(Fortaleza, CE, Brasil, 1935 – Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1989)

Foi um escultor, arquiteto e paisagista brasileiro cuja obra se destaca pela integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana. Formado em Arquitetura pela Universidade do Brasil em 1959, colaborou com Roberto Burle Marx entre 1954 e 1960, participando de projetos de jardins, painéis e murais escultóricos.

Sua produção escultórica, marcada por formas geométricas e materiais como madeira, metal e granito, está presente em espaços públicos como o Palácio do Planalto, em Brasília, e o Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. Destaca-se também o “Monumento à Juventude”, instalado em 1974 próximo ao Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

curadoria
Cauê Alves

É mestre e doutor em Filosofia pela FFLCH-USP. Professor do Departamento de Artes da FAFICLA-PUC-SP, é curador-chefe do Museu de Arte Moderna de São Paulo e coordenador do grupo de pesquisa em História da Arte, Crítica e Curadoria (CNPq). Publicou diversos textos sobre arte, entre eles no catálogo Mira Schendel (Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Pinacoteca de São Paulo e Tate Modern, 2013). Foi curador-chefe do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE, 2016-2020), curador assistente do Pavilhão Brasileiro na 56ª Bienal de Veneza (2015) e curador adjunto da 8ª Bienal do Mercosul (2011).

Gabriela Gotoda
(São Paulo, 1998)

Gabriela Gotoda é pesquisadora e curadora de artes visuais. Bacharel em Arte: História, Crítica e Curadoria pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, publicou textos biográficos sobre Edgar Degas (MASP, 2021), John Graz (Pinacoteca de São Paulo, 2021) e Ozias (Danielian, 2024) e atua com curadoria e processos editoriais em instituições de arte e galerias em São Paulo desde 2019. Integra a equipe curatorial do Museu de Arte Moderna de São Paulo desde 2022, onde é responsável pelo acompanhamento curatorial das publicações do museu e da curadoria das exposições “Lina Bo Bardi e o MAM no Parque” (2023), “Clube de colecionadores MAM São Paulo: Técnicas de diversão na arte contemporânea” (2024), e “MAM São Paulo: Encontros entre o moderno e o contemporâneo” (2025)

imagens
mídias assistivas
Texto curatorial em linguagem simples – Jardim do MAM no SESC
Descrição espaço
Mario Agostinelli – Cavalo – 1971
Regina Silveira – Masterpieces In Absentia Calder – 1998
Ivens Machado – Sem título – 1985
Roberto Moriconi – Intervenção na árvore – 1974
Bruno Giorgi – Atleta em descanso – 1976
Alfredo Ceschiatti – Flora – 1957
Alfredo Ceschiatti – Tanagra – 1955
Amilcar de Castro – Ferro – 1971
Mari Yoshimoto – Escultura II – 1975
Nicolas Vlavianos – Pássaro – 1971
Emanoel Araújo – Estrutura vermelha – 1981
Rubens Mano – Sem título – 2000
Haroldo Barroso – Sem título – 1977
Marepe – O Telhado – 1998
Luiz 83 – Sem título – 2015
Márcia Pastore
Alfredo Ceschiatti – As irmãs
Hisao Ohara – Pedra torcida
Felícia Leirner – Escultura
Eliane Prolik – Aparador

Videoguia | 01. Introdução

Videoguia | 02. Jardim de esculturas do MAM

Videoguia | 03. O jardim de Burle Marx

Videoguia | 04. Reencenação do Jardim do MAM no Sesc Vila Mariana

Videoguia | 05. Artistas e obras

Videoguia | 06. A relação com a obra e o educativo
serviço
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