Lenora de Barros nasceu em São Paulo, SP, Brasil (1953). Artista plástica e poeta, formou-se em Linguística pela Universidade de São Paulo no final da década de 1970, mesmo período em que iniciou sua trajetória artística. Influenciada pela arte conceitual, pop e pelos grupos concretistas brasileiros, produz obras que libertam a palavra para fora das páginas através da fala, escrita, colagem, performance, fotografia, vídeo e instalação, ressignificando paradigmas do movimento concretista a partir de dimensões de gênero e do corpo. Também atuou como editora de fotografia no jornal Folha de S. Paulo e como diretora de arte para a revista Placar. Expôs poemas visuais na 17ª Bienal de São Paulo (1983) em uma seção dedicada ao videotexto e retornou à mostra na 24ª e 30ª edição do evento (1998 e 2013). Apresentou Retromemória na sala de vidro do MAM São Paulo (2022), escultura metálica com espelhos que refletiam uma escritura na parede, dialogando diretamente com a obra Aranha (1996) de Louise Bourgeois – exibida por cerca de 20 anos nesse mesmo local. Sua produção integra importantes acervos, como do MAM São Paulo, Centro Cultural São Paulo (CCSP) e Museu d’Art Contemporani em Barcelona, Espanha.




