Oswaldo Goeldi, o homem que sempre acreditou em contos de fadas
Após a participação de Oswaldo Goeldi na 2ª Bienal (1953) e na 3ª Bienal (1955) como artista convidado, Goeldi ficou motivado a realizar sua primeira individual no MAM, em 1956. Ele ficou extremamente feliz por apresentar uma retrospectiva de seus trabalhos, mas jamais poderia imaginar que a partir de então surgiriam tantas exposições e homenagens – não apenas ao artista, disciplinado, concentrado e dedicado ao trabalho solitário, mas também ao homem, carismático, com opiniões simples e devaneios poéticos.
Assim era Goeldi
Filho de um dos mais respeitados naturalistas suíços – o prof. dr. Emílio Goeldi, ex-diretor do Museu Paraense (atual Museu Paraense Emilio Goeldi) –, Goeldi optou pela solidão ao lado de sua arte maior, a xilogravura.
Abstraiu-se de tudo para viver num mundo à parte em seu pequeno quarto, onde podia ver o mar, o sol, a chuva e criar personagens a partir de sua visão indagadora e fantástica.
Assim é Goeldi
Presente, atual, contemporâneo, preocupado com as questões sociais, com os excluídos, com a falta de ética e caráter dos homens.
Sua luta incessante para alçar voo por meio de seus personagens soturnos nos faz sempre querer mergulhar fundo na obra deste criador de figuras enigmáticas.
Lani Goeldi e Paulo Venancio Filho
Curadores