com Marina Mazze Cerchiaro

Datas: 13, 20 e 27 de outubro, e 03 e 17 de novembro de 2026
Terças-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 5 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 440,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail cursos@mam.org.br com antecedência de 7 dias úteis.

Este curso propõe uma reflexão sobre as relações entre arte e mobilidade humana, tendo as migrações e os deslocamentos como eixo central de análise. A partir de uma perspectiva histórica e transnacional, examinaremos como a arte moderna brasileira se beneficiou de experiências de trânsito e migração ao longo do século XX. O percurso parte das abordagens teóricas mais recentes sobre artistas migrantes e chega ao debate contemporâneo sobre arte, deslocamento e crise ecológica. Passa por estudos de caso que iluminam algumas trajetórias ainda pouco exploradas pela historiografia da arte brasileira e também pelo acervo do MAM-SP. Buscamos pensar a mobilidade de pessoas, obras e ideias como um elemento social importante para a inovação formal.

O curso destina-se a pesquisadores, professores, estudantes e interessados em história da arte, culturas visuais e estudos migratórios. Não é necessário conhecimento prévio especializado. As aulas combinam a apresentação de obras, a análise crítica e o debate, com ênfase nas perspectivas de gênero e nas trajetórias transnacionais que conectam o Brasil, a Europa e os Estados Unidos.

Programação

Aula 1 – Artistas migrantes no século XX: abordagens teóricas

Esta aula apresenta o campo de estudos sobre artistas migrantes no século XX e discute as abordagens teóricas mais recentes que articulam mobilidade, gênero e produção artística. Tendo em vista que a historiografia da arte tradicional se baseia na ideia de nação, os deslocamentos e diálogos transnacionais trazem outras formas de narrar a história da arte. Tratando a migração como categoria analítica central, serão discutidos conceitos como diáspora, exílio, cosmopolitismo e redes transnacionais, além de questões metodológicas sobre como escrever histórias de artistas cujas trajetórias atravessam múltiplas geografias e culturas. Para ilustrar esses conceitos, serão mobilizados exemplos de artistas como Lasar Segall, lituano radicado no Brasil; Meret Oppenheim, alemã que viveu entre Berlim, Paris e Berna; e Wifredo Lam, cubano formado em Madri e Paris, cuja trajetória conecta o Caribe, a Europa e a África. A aula também aborda o silenciamento a que muitos desses sujeitos — especialmente as mulheres — foram submetidos e propõe modos mais complexos e plurais de reescrita da história da arte.

Aula 2 – Modernistas brasileiros em Paris: o retorno à ordem e a questão da brasilidade

Neste encontro, examinamos os deslocamentos de artistas modernistas brasileiros para a Europa, especialmente para Paris, na década de 1920, situando esse movimento no contexto do chamado “retorno à ordem” que marcou a cena artística europeia no pós-Primeira Guerra Mundial. Artistas como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Celso Antônio e John Graz participaram de um ambiente em que as vanguardas do início do século davam lugar a uma revalorização da tradição figurativa, do classicismo e da síntese entre inovação formal e referências culturais locais. Com foco na pintura e escultura, a aula discute como esse contexto internacional impactou a elaboração de um projeto modernista especificamente brasileiro, no qual o debate sobre brasilidade emerge com força a partir de 1925, dando o tom de muitas das produções da década de 1930.

Aula 3 – Os trânsitos de artistas brasileiros para os Estados Unidos e a Europa (1930–1960)

Esta aula investiga os trânsitos de artistas brasileiros para os Estados Unidos e a Europa nas décadas de 1930 a 1960, com especial atenção às trajetórias de Maria Martins, Mary Vieira e Lygia Clark. Maria Martins, escultora e esposa de um diplomata, transitou entre o Rio de Janeiro, Paris, Washington e Nova York. Nesta última cidade integrou-se ao círculo surrealista e estabeleceu vínculos com Marcel Duchamp, Max Ernst e André Breton. Mary Vieira, por sua vez, emigrou definitivamente para a Europa, residindo na Suíça e na Itália. Desenvolveu uma obra construtivista e cinética com participação do observador. Lygia Clark, após anos de formação no Brasil, viveu em Paris entre 1968 e 1976, período em que desenvolveu suas proposições terapêuticas e relacionais. Por meio dessas três figuras, examinaremos como o deslocamento impactou suas trajetórias, redes de sociabilidade, reconhecimento artístico e elaboração de propostas estéticas inovadoras.

Aula 4 – Do Leste Europeu a São Paulo: mulheres, migração e arte moderna

Esta aula trata dos fluxos migratórios do Leste Europeu para o Brasil ao longo do século XX, com foco na contribuição de mulheres migrantes para a construção da cena artística paulistana — contribuição que permaneceu, em grande medida, invisibilizada pela historiografia da arte brasileira. A partir de pesquisa original sobre as escultoras polonesas, Pola Rezende e Felícia Leirner, e a búlgara Liuba Wolf, examinamos como elas construíram carreiras escultóricas no Brasil a partir da década de 1940, enfocando suas produções, estabelecimento de redes internacionais e contribuições para a cena artística paulista. Por fim, questionamos as razões que levaram ao silenciamento de suas obras e trajetórias.

Aula 5 – Arte, migrações e crise ecológica: um debate contemporâneo

Este último encontro articula o percurso histórico do curso com o debate contemporâneo sobre deslocamentos forçados e crise ecológica. Se as aulas anteriores examinaram como as mobilidades moldaram a produção artística brasileira ao longo do século XX, esta aula propõe ampliar a reflexão para incluir as migrações forçadas provocadas por catástrofes ambientais, crise econômica e destruição de ecossistemas — fenômenos que afetam desproporcionalmente as populações do Sul Global —, a partir de artistas presentes no acervo do MAM São Paulo.

A aula se organiza em dois eixos complementares. O primeiro articula a Amazônia, memória e crise ecológica a partir de dois artistas cujas práticas situam o corpo e o território como campos de resistência. De um lado, refletiremos sobre Claudia Andujar — fotógrafa suíço-húngara de origem judaica que deixou a Hungria em 1944 devido à perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1955, se estabeleceu no Brasil e dedicou boa parte de seu trabalho a documentar o povo Yanomami e sua luta pela sobrevivência. De outro, trataremos de Uýra Sodoma, artista, biólogo e performer indígena de Manaus que incorpora a floresta amazônica para denunciar sua destruição. O segundo eixo examina as rotas migratórias nas Américas por meio da análise da produção de Paulo Nazareth, artista mineiro que documenta sua caminhada até os Estados Unidos, expondo as marcas do racismo, da fronteira e da mobilidade Sul-Norte; e da obra Brincos de Judi Werthein, artista argentina radicada em Nova York, que trata diretamente das políticas de controle e exclusão que regulam quem pode se mover e em que condições.

A aula também retoma questões levantadas ao longo do curso — sobre visibilidade, silenciamento e cânone — para pensar como a historiografia da arte pode ser repensada à luz dos desafios do presente. Quais assimetrias determinam quem pode se mover e quem é forçado a se deslocar? De que modos a arte como ferramenta crítica de reflexão e construção de mundos pode ser refúgio diante das crises migratórias do passado e do presente?

Marina Mazze Cerchiaro

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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o Museu de Arte Moderna de São Paulo a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints para fins de registro, divulgação e promoção das atividades da instituição, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar ao MAM pelo e-mail cursos@mam.org.br.


créditos

Imagem: Victor Brecheret, Onça, 1930. Coleção MAM São Paulo. Foto Ding Musa.

com Filipe Barrocas

Datas: 22 e 29 de outubro, e 05 e 12 de novembro de 2026
Quintas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 4 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 350,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
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Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail cursos@mam.org.br com antecedência de 7 dias úteis.

Como a história da arte contribuiu para construir as imagens que temos do Brasil? E de que modo essas imagens ajudaram a criar, consolidar e, mais recentemente, questionar uma determinada ideia de identidade nacional?

Este curso propõe uma reflexão crítica sobre o papel da história da arte na construção da identidade brasileira, do século XIX aos dias de hoje. Em um período conturbado, marcado pelo confronto entre o pessimismo científico em relação ao progresso de um país tropical e mestiço e o otimismo nacionalista de uma nação em formação, o Brasil recém-independente recebe um passado glorioso como promessa de um futuro promissor, forjando um imaginário e um mito nacionalista. Trata-se de um mito luso-brasileiro, como aponta Sérgio Buarque de Holanda, que, se não for desmistificado, continua a ocultar os processos de invenção histórica e construção cultural.

Nesse contexto, a história ficcionalizada inspira a produção de imagens, enquanto a arte contribui para reafirmar e legitimar essas narrativas. Inicialmente representadas por pinturas que traduziam documentos, relatos e crônicas, essas cenas migraram das paredes solenes dos salões para as páginas dos livros didáticos, fixando uma memória visual do passado. Décadas mais tarde, com a invenção do cinema, esse processo de difusão se acelera e amplia o seu alcance.

Destinado a todas as pessoas interessadas em história da arte, o curso propõe um percurso por diferentes momentos de construção e revisão do imaginário nacional, colocando em diálogo linguagens como a literatura, a pintura, a escultura e o cinema.

Programação

Aula 1 – Pintura oitocentista e a representação da história

Este encontro concentra-se na pintura oitocentista de artistas como Pedro Américo, Victor Meirelles e Óscar Pereira da Silva, entre outros, e em como essas imagens contribuíram para a consolidação do imaginário desse mito fundador. Aborda o surgimento da historiografia brasileira, a construção de uma narrativa nacional e as influências de relatos e crônicas, analisando como a pintura participou da construção e legitimação de narrativas históricas. Em contraponto, será discutida a obra de Antônio Parreiras, cuja prática não se limita a ilustrar o passado, mas também a interpretá-lo criticamente, propondo ainda diálogos entre essas pinturas históricas e as obras presentes na exposição Histórias Brasileiras, realizada no Masp em 2022.

Aula 2 – Da literatura romântica à Semana de Arte Moderna de 1922

Este encontro analisa como os povos indígenas foram apropriados como origem simbólica da nação, situando-se entre a idealização do romantismo, a interpretação belicosa da poesia épica e a discriminação do racismo científico. Discute também como essa matriz simbólica atravessa a Semana da Arte Moderna de São Paulo de 1922, a partir da produção de artistas e intelectuais como Anita Malfatti e Menotti Del Picchia, entre outros. Cem anos depois, a exposição “Sob as cinzas, brasa” (37º Panorama da Arte Brasileira, MAM, 2022) é analisada como um espaço de reinterpretação crítica desse legado, reunindo artistas contemporâneos que propõem outras formas de narrar a história e imaginar o passado.

Aula 3 – As celebrações do descobrimento e a carta de Caminha, ainda

Este encontro examina a permanência do imaginário colonial nos primeiros anos da República, quando continuaram a ser produzidos monumentos e imagens que exaltavam a chegada dos portugueses. A carta de Pero Vaz de Caminha tornou-se um eixo central de disputas simbólicas, inspirando concursos artísticos como o do IV Centenário do Descobrimento, em 1900, vencido por Aurélio de Figueiredo e Melo com a tela Descobrimento do Brasil. Um século depois, na mostra Brasil + 500, Mostra do Redescobrimento (2000), artistas contemporâneos portugueses e brasileiros, como Fernando Lemos e Rosângela Rennó, revisitaram criticamente esse documento, deslocando os seus sentidos históricos e políticos.

Aula 4 – Cinema, história e, novamente, a pintura

Este encontro examina a mobilização do imaginário colonial no contexto do Estado Novo, sob o regime de Getúlio Vargas, com destaque para a criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo, em 1936, e a realização de Descobrimento do Brasil (1937), do cineasta mineiro Humberto Mauro. Inicialmente concebido como peça de propaganda do Instituto de Cacau da Bahia, o filme adquire uma função simbólica na construção da identidade nacional, constituindo uma das primeiras incursões do cinema brasileiro no campo do filme histórico. Analisa-se ainda como a disseminação da história pode tirar partido dos novos meios de representação e como Mauro reencena pinturas oitocentistas, contribuindo para a legitimação dessas narrativas. Em diálogo com esse movimento, discute-se o Cinema Novo e produções contemporâneas que revisitam criticamente esse imaginário, a partir de artistas e realizadores como Ana Bella Geiger e Adirley Queirós, entre outros, que reconfiguram as relações entre imagem, memória, história e poder.

Filipe dos Santos Barrocas

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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o Museu de Arte Moderna de São Paulo a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints para fins de registro, divulgação e promoção das atividades da instituição, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar ao MAM pelo e-mail cursos@mam.org.br.


créditos

Imagem: Filipe dos Santos Barrocas. [Sem título], da série Sandice Erasma (2007-2027). Foto: Filipe dos Santos Barrocas.

com Renata Felinto

Datas: 16, 21, 23, 28 e 30 de setembro de 2026
Segundas e quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 5 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
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Candaces das Artes é um curso de história e crítica das artes visuais orientado por um recorte central: a participação histórica de mulheres negras na construção de linguagens, repertórios e disputas institucionais no Brasil, com abertura para outras territorialidades afrodiaspóricas (África, Américas, circuitos transnacionais) e para deslocamentos entre regiões, cidades, sertões, litorais e “territórios de origem” como lugares de saber.

O termo “Candaces” (kandakes/candaces) é assumido como lastro histórico e como operador conceitual: remete às soberanas do antigo Reino de Kush (Núbia), associadas a Meroë, em território hoje relacionado ao Sudão, e a um modelo de poder feminino que inclui regência, centralidade da linhagem matrilinear e a figura da “mulher madura” como autoridade política acumulada (World History).

O percurso do curso acompanha experimentos que partem da organicidade (saberes de manualidade, cotidiano e criação não escolarizada), atravessam o crivo acadêmico sem desprezar repertórios próprios dos territórios de origem e chegam à contemporaneidade e às instituições (museus, universidades, acervos e curadoria) como campo de disputa narrativa. “Mulheridade” e “racialidade” são trabalhadas no plural, como categorias situadas e não homogêneas, acolhendo a diversidade de experiências de gênero, de pertencimentos e de formações diaspóricas (inclusive tensões entre classificação social, autodefinição e leitura institucional).

Programação

Aula 1 – Candaces: localização histórica, soberanias e autoria difusa

Aula 2 – As orgânicas: criação enraizada no cotidiano, sem hierarquizar saberes

Artistas centrais do encontro: Raquel Trindade de Souza; Maria Auxiliadora da Silva; Madalena dos Santos Reinbolt.

Artistas organizadoras (para articular método/ponte e discutir reposicionamentos): Sonia Gomes; Lucia Laguna; Yedamaria.

Aula 3 – As conselheiras: “parentas” de soberanas, linhagens não consanguíneas e o crivo acadêmico

Artistas centrais do encontro: Lidia Lisboa; Rosana Paulino; Marga Ledora; Cecília Félix Calaça; Maria Lídia Magliani.

Aula 4 – Princesas herdeiras: matrilinearidade, contra-arquivo e reexistências contemporâneas

Artistas centrais do encontro: Maria Macedo; Eliana Amorim; Sou Pixo; Soberana Ziza; Lubi Prates; Gabriella Marinho; Keyla Sankofa; Rosa Luz.

Aula 5 – Curadorias negras de mulheres: reconquista da voz e novas formas de contar

Curadoras centrais do encontro: Diane Lima; Amanda Carneiro; Lorraine Mendes; Vanicléia Silva Santos; Thayná Trindade.

Renata Felinto

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créditos

Imagem: Lucia Laguna, Colagem/desenho nº27, 2023/2024. Coleção MAM São Paulo. Foto: Ding Musa

com Camila Guerra, Helena Barbour e Mirtes Marins

Datas: 14, 21, 28 de julho, 04, 11 e 18 de agosto de 2026
Terças-feiras
Horário: das 19h às 21h30
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
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Este curso entende o surrealismo não apenas como movimento histórico, mas como uma matriz operativa que ainda estrutura modos de expor, projetar e experienciar arte e cultura. Partindo de diversas manifestações surrealistas, desde suas origens até os dias atuais, serão discutidas as bases teórico-práticas, as estratégias de deslocamento de artistas relevantes do movimento nas linguagens das artes visuais, da arquitetura, da moda e do design.
Ao longo de seis encontros, serão apresentadas produções no campo das práticas surrealistas, com foco na reelaboração de alguns de seus projetos, de modo que os interessados possam explorar as características dessa produção.

Programação

Aula 1 – A máquina de costura, o guarda-chuva e a mesa cirúrgica

Aula 2 – Arquitetura surrealista

Aula 3 – A moda como manifesto surrealista: subversão e colaboração

Aula 4 – O design surrealista

Aula 5 – A exposição como obra de arte: cenografia e imersão

Aula 6 – Por que surrealismo?

Camila Guerra
Helena Barbour
Mirtes Marins

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Imagem: Alberto da Veiga Guignard, sem título, 1949. Coleção MAM São Paulo. Foto: Ding Musa.

com Alexandre Araujo Bispo

Datas: 22, 29 de junho, 06 e 13 de julho de 2026
Segundas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 4 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 320,00 + taxas

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A arte impressa no Brasil tem uma longa tradição, da gravura clássica às experimentações gráficas contemporâneas. Nos últimos anos este campo ganhou novo fôlego: as feiras tornaram‑se epicentros desse movimento, reunindo designers e produtores independentes de livros de artista, zines, cartazes, instalações e outras publicações em espaços de venda, onde o impresso é acessível, fácil de colecionar.

Este curso discute a popularização dos meios de impressão e a democratização do consumo nas artes visuais através das feiras de arte impressa, que reúnem criadores e público interessado em uma diversidade de expressões poéticas, políticas e sociais veiculadas no papel.

Em 1950, o artista paulista Lívio Abramo (1903–1992) ganhou o 1º prêmio do Salão Nacional de Belas Artes – fato inédito para o campo da gravura brasileira, então consagrado pelo prêmio. Lívio entendia a gravura como arte “pobre”, porque era baseada na reprodução de imagens a partir de uma matriz com vista à comunicação ampla. Em 2009, a Galeria Vermelho, em parceria com o centro de edição impressa francês CNEAI, lançou a feira de arte impressa Tijuana, a mais antiga entre as mais de 100 existentes no país. 

Estes eventos marcam pontos de virada em que a arte saiu dos ateliês e passou a circular nas ruas, alcançando públicos além dos circuitos institucionais.

Programação

Aula 1 – Goeldi vai à feira e as feiras sem Goeldi

Aula 2 – Criar, copiar e distribuir: Clube de Gravura do MAM-SP

Aula 3 – Produzir, reproduzir e vender na feira

Aula 4 – Uma arte “pobre” e seu potencial comunicativo e mercadológico

Alexandre Araujo Bispo

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Imagem: Sem título (1946), de Lívio Abramo. Coleção MAM São Paulo

com Talita Trizoli

Datas: 25 de maio, 01, 08, 15, 22 e 29 de junho de 2026
Segundas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00 + taxas

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O curso apresentará estudos de caso de mulheres artistas atuantes no continente latino-americano, nos idos da segunda metade do século XX, salientando a variedade de linguagens e temáticas dessas produções. A perspectiva feminista aplicada a esses casos nos ajudará a compreender o local social dessas agentes femininas no meio artístico e as estratégias utilizadas por elas para viabilizar suas carreiras.

Desde a década de 1970 existe uma ampla discussão sobre a construção de uma identidade cultural na América Latina, e a questão da atuação de mulheres artistas, feministas ou não, é algo relativamente recente nesse âmbito, já que há um predomínio de nomes masculinos na historiografia. A exposição Mulheres radicais: arte latino-americana, 1960-1985, realizada em 2018 na Pinacoteca de São Paulo, solidificou um corpo de pesquisa e material em boa parte ainda inédito para estudantes, pesquisadores, artistas e demais interessados na história dessas profissionais, ainda mais considerando a pouca presença de disciplinas de história da arte latino-americana em nossos currículos de arte – mas muitos nomes ficaram de fora dessa seleção, e alguns deles serão abordados neste curso.

Programação

Aula 1 – Arte latino-americana para quem?

Aula 2 – As mulheres artistas no latinoamerica: feministas e não-feministas

Aula 3 – Estudos de caso do sul ao norte latino 1

Aula 4 – Estudos de caso do sul ao norte latino 2

Aula 5 – Estudos de caso do sul ao norte latino 3

Aula 6 – Estudos de caso do sul ao norte latino 4

Talita Trizoli

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créditos

Imagem: Mira Schendel, Sem título (da série Frutas), 1983. Coleção MAM São Paulo. Foto: Romulo Fialdini.

com Moara Tupinambá

Datas: 20, 27 de maio, 03, 10, 17, 24 de junho, 01 e 08 de julho de 2026
Quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 8 encontros
Público: interessados em geral
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Este curso propõe uma travessia crítica, poética e histórica pela arte indígena contemporânea, com foco na cultura Tupinambá e nos territórios amazônicos. Articulando experiência vivida e produção artística, o curso aborda questões ligadas a cosmologias, encantados, memória, colonialidade, processos de retomada cultural, política e espiritualidade. Voltado a artistas, estudantes, educadores, curadores e demais interessados em arte contemporânea e culturas indígenas, o curso oferece ferramentas conceituais e sensíveis para compreender a centralidade dos povos originários na produção cultural brasileira atual.

Programação

Aula 1 – Mairi & Tapajós: território vivo

Aula 2 – Arte indígena contemporânea

Aula 3 – Cosmologias e encantados

Aula 4 – Corpo, memória e resistência

Aula 5 – Processos criativos e práticas artísticas

Aula 6 – Arte, ativismo e política indígena

Aula 7 – Futuro ancestral e imaginação política

Aula 8 – Encerramento: Mairi Vive

Moara Tupinambá

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Imagem: Poema a Oswald de Andrade, 2026. Denilson Baniwa.

com Celso Lima

Datas: 08, 15, 22, 29 de abril e 06 de maio de 2026
Quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 5 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00 + taxas

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O curso pretende observar as várias influências, conexões e irradiações de linguagens que construíram traços, formas e conceitos na história do modernismo brasileiro, que estabeleceu diferenças próprias e importantes pela ação de artistas e profissionais do design e da arquitetura entre os anos 1930 e 1960. Através da apresentação de obras e projetos, vamos trilhar uma linha do tempo de construção do modernismo no país, destacando contextos políticos, sociais, econômicos e culturais, na demanda de soluções e realizações, mas também lacunas.

Programação

Aula 1 – Duas Escolas: Vkhutemas e Bauhaus

Aula 2 – O Moderno Exposto

Aula 3 – Arquitetando o Moderno

Aula 4 – Mobília Modernista

Aula 5 – Superfícies Desenhadas

Celso Lima

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créditos

Imagem: Metaesquema (1958), de Hélio Oiticica. Coleção MAM São Paulo

com Lorenzo Merlino

Datas: 24 de fevereiro, 03, 10, 17, 24 de março e 07 de abril de 2026
Terças-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 6 encontros
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O curso apresenta um panorama crítico de alguns artistas influentes da arte moderna e da arte contemporânea, explorando suas obras, contextos e inovações que transformaram a História da Arte.

Ao longo de seis encontros, serão discutidos Morisot e Cézanne, Picasso, Duchamp, Tarsila do Amaral, Lygia Clark e outros criadores que investigam identidade e imagem, em uma narrativa que vai do Impressionismo e do Cubismo ao Neoconcretismo e à produção artística atual.

O objetivo é oferecer ao participante uma compreensão aprofundada sobre como cada artista contribuiu para mudanças estéticas e conceituais na arte, destacando conexões entre diferentes períodos e regiões, e destina-se a estudantes e profissionais de artes visuais, história, design, comunicação e educação.

Programação

Aula 1: Morisot e Cézanne

Aula 2: Picasso

Aula 3: Duchamp

Aula 4: Tarsila do Amaral e Anita Malfatti

Aula 5: Lygia Clark, Lygia Pape e Hélio Oiticica

Aula 6: Alguns artistas contemporâneos (anos 1980 em diante)

Lorenzo Merlino

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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o Museu de Arte Moderna de São Paulo a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints para fins de registro, divulgação e promoção das atividades da instituição, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar ao MAM pelo e-mail cursos@mam.org.br.


créditos

Imagem: Tarsila do Amaral, Paisagem, 1948. Coleção MAM São Paulo. Foto: Ding Musa

com Daniela Lima Barros

Datas: 27 de janeiro; 3, 10 e 24 de fevereiro; e 3 de março de 2026
Rerças-feiras
Horário: das 19h às 21h30 (exceto o primeiro encontro, com duração de 2h)
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 440,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final

A loucura sempre encontrou nas artes visuais um espaço privilegiado de figuração. Iluminuras e marginalia medievais, pinturas renascentistas, gravuras satíricas, retratos clínicos e ilustrações psiquiátricas ilustram os diversos tipos de loucos, moldando e reforçando as percepções sociais e os tratamentos que lhe eram conferidos.

Este curso acompanha, a partir desses suportes, o movimento histórico que vai da multiplicidade de figurações medievais ao estreitamento moderno, quando a pluralidade das imagens cedeu lugar à tipificação médica. Em diálogo com Michel Foucault, realizaremos um sobrevoo pela história da arte ocidental e refletiremos sobre como arte e discursos de outras ordens — moral, jurídico, religioso, médico — se reforçam mutuamente, ora abrindo, ora reduzindo as possibilidades de ver e dizer a loucura.

Com base nesse panorama e nesse repertório, questionaremos as possibilidades e potencialidades da figuração dos loucos e da loucura na arte contemporânea, em especial a brasileira.

Programação

Aula 1: As figurações do louco na Idade Média

Pluralidade das figurações: iluminuras, marginalia e as figurações do insensato. Louco de Deus, louco de amor, louco de luxúria, simples de espírito e bufões. A organização figurativo-artística dos diversos discursos sobre a loucura.

Aula 2: Os loucos na arte da Renascença

Alegoria e sátira na pintura e na gravura renascentistas. Do trágico cósmico à consciência crítica de si. A emergência de um discurso artístico sobre a loucura.

Aula 3: A captura artística da loucura na Idade Clássica

Moralização e disciplina: caricaturas e figurações do aparato correicional. O deslocamento da loucura para o campo da ordem social e moral. O estreitamento da figuração sob novas regularidades.

Aula 4: A medicalização da loucura na Modernidade

Retratos clínicos e ilustrações psiquiátricas: a tipificação nosográfica. Da pluralidade à hegemonia do discurso médico: melancolia, mania, histeria. O eclipse da experiência trágica e a captura da imagem pela ciência.

Aula 5: Possibilidades de abertura – novas figurações da loucura

A problematização da captura da loucura pelo discurso médico. A arte como espaço de visibilidade para experiências não normativas. Novas figurações e potencialidades: estudo de caso com obras do acervo MAM-SP.

Daniela Lima Barros

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Flávio de Carvalho, Autorretrato [detalhe], 1965. Coleção MAM São Paulo. Foto: Romulo Fialdini.

com Iago Éder Duarte-Aleixo

Datas: 12, 19, 26 de novembro e 03 de dezembro
Quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 04 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 350,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

A arte moderna representa um marco sem precedentes na transformação dos discursos e crenças sobre a arte e a criação artística. Tradicionalmente, as narrativas que abordam essas mudanças estão cercadas por mitos de excelência e de grandiosidade, muitas vezes centrados na genialidade de indivíduos. Tais narrativas tendem a hierarquizar a produção europeia, elevando-a como modelo a ser seguido de “pureza” a ser seguido, em detrimento de outras expressões artísticas. Contudo, há muito se reconhece que essa visão não corresponde à realidade. O que confere à arte moderna europeia sua dimensão estética é justamente sua pluralidade, fruto de um período de experimentações e de grandiosas pesquisas, impulsionadas pela busca do novo e pela chegada e acomodação de diversas fontes de inspiração em um mundo cada vez mais conectado.

Entre as novas influências, destacam-se aquelas vindas do Japão, que, por sua presença marcante, produziram um movimento com nome próprio: o Japonismo, fenômeno estético que surgiu da fascinação pela arte japonesa — a qual, em muitos aspectos, desafiava os referenciais tradicionais europeus anteriores ao século XIX. Diferente de um movimento artístico homogêneo, o Japonismo foi um acontecimento cultural amplo, que atravessou gerações e influenciou artistas e correntes heterogêneas (como o impressionista Claude Monet, Vincent van Gogh, e os Glasgow Boys). Sua contribuição está entre as mais fundamentais na definição da arte moderna, introduzindo ideais de simplificação formal, inovações cromáticas e novas abordagens temáticas. Por sua relevância na reconfiguração do paradigma da arte europeia, o estudo do japonismo é um tema imprescindível para uma compreensão e uma apreciação mais ricas da arte moderna, revelando seu caráter dinâmico e multicultural.

Programação

Aula 1: A chegada da arte japonesa na Europa

Aula 2: A recepção, a assimilação e a acomodação

Aula 3: O olhar japonês de Vincent van Gogh

Aula 4: Do japonismo ao Japão como referência para artistas contemporâneos

Iago Éder Duarte-Aleixo
Descrição de imagem: Uma foto em preto e branco (sépia) de um homem branco de perfil. Ele está em pé dentro de uma galeria ou sala de exposição. A imagem é enquadrada por um portal ou abertura escura no primeiro plano. O homem tem cabelo liso na altura dos olhos e barba cheia, veste uma camisa de manga curta escura aberta sobre uma camiseta preta e um colar fino. Ele está olhando para a direita e tem as mãos nas costas. Ao fundo, nas paredes da galeria, há várias obras de arte emolduradas penduradas. Fim da descrição.

Doutorando em Filosofia pela Universidade Federal do ABC (UFABC), com pesquisa financiada pela FAPESP, dedicando-se seus estudos a filosofia de Byung-Chul Han. Graduado em Artes Visuais (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), ele desenvolve uma trajetória que articula arte e filosofia. Em 2017, realizou uma pesquisa sobre a influência da arte japonesa na obra de Vincent van Gogh, igualmente apoiada pela FAPESP. Além da atuação como pesquisador, Eder também possui produção artística em pintura e desenho, e tem experiência em curadoria.

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Imagem: Le Japon Artistique – Documents d’Art e d’Industrie.

com Tálisson Melo

Datas: 27 de novembro, 04, 11 e 18 de dezembro
Quintas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 04 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 350,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

Como a história da arte se inscreve no imaginário por meio de exposições?
E como as questões políticas do tempo presente tomam parte em processos de revisão do passado e elaboração da relação entre arte e sociedade?

Essas perguntas são as coordenadas reflexivas deste curso, tendo como eixo algumas exposições de artes visuais que marcam a historiografia da arte no Brasil dos séculos XX e XXI, bem como projetos curatoriais recentes que visam retrospectivas e diálogos críticos com a história da arte e da cultura.

Abordaremos também as políticas de aquisição de obras e a programação de exposições de algumas instituições culturais, para redimensionar as intervenções das políticas do tempo presente nas visões do passado que se projetam para o futuro e reescrevem constantemente a história da arte.

Desenvolvendo a noção de “cronopolítica”, os tópicos que estruturam o curso passam pelas disputas e ações discursivas em torno de concepções de gênero, raça, etnia, sexualidade, origem geográfica, migração e meio ambiente, em suas conexões com a produção artística e os contextos de sua apresentação — especialmente as exposições e seus catálogos.

Entre os exemplos centrais do curso, enfocaremos algumas exposições realizadas no MAM de São Paulo, como sua mostra de inauguração Do figurativismo ao abstracionismo (1949), a 6ª Bienal Internacional de São Paulo (1961), organizada pela direção do museu, a mostra 2080 (2003) e a última edição do Panorama da Arte Brasileira, Mil graus (2024).

Programação

Aula 1: Os tempos da arte

Aula 2: As bienais como mundos simbólicos

Aula 3: Os museus e suas temporalidades

Aula 4: Políticas do tempo presente

Tálisson Melo

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Vista da exposição 38º Panorama da Arte Brasileira: Mil graus. Foto: EstúdioEmObra

com Filipe Barrocas

Datas: 13, 20, 27 de outubro e 03 de novembro de 2025
Segundas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 04 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 350,00 + taxas

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Este curso propõe uma reflexão crítica sobre o lugar da fotografia na história da arte, desde sua invenção no século XIX até os dias atuais. Propõe uma breve introdução a essa história para, nos encontros seguintes, explorar linguagens como escultura, performance e literatura sob a perspectiva do uso da fotografia como instrumento, além de mostrar como, ao longo do tempo, a fotografia foi incorporada à produção de obras escultóricas, performativas e literárias, integrando o processo artístico — mesmo que nem sempre tenha sido reconhecida como “arte”.

Destinado a todos os interessados em fotografia, o curso busca promover o diálogo em torno de imagens da história da arte, trazendo leituras críticas que ampliem o repertório visual e conceitual dos participantes, valorizando diferentes olhares sobre a imagem no mundo contemporâneo.

Programação

Encontro 01 | A história da arte como história da fotografia

Breve panorama da história da fotografia, desde sua invenção no século XIX até os dias atuais, com foco no contexto brasileiro e nas obras de artistas como Hercules Florence, Militão Augusto de Azevedo, Cristiano Júnior, Claudia Andujar, Leticia Ramos, Mayara Ferrão, etc. Esta introdução parte do texto Pequena história da fotografia (1931), de Walter Benjamin, e discute a subjetividade na construção histórica.

Encontro 02 | Fotografia e Escultura: sujeito, objeto e sombra

Desde o século XIX, a fotografia faz parte dos processos artísticos escultóricos ao registrar modelos e obras finalizadas (como no caso de Brancusi) ou em processo (como em Rodin). Nesse sentido, como observamos hoje essas imagens? E se a escultura “documentada” já não existir? Imagens de Rodin e Brancusi serão colocadas em diálogo com artistas mais contemporâneos como Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape, Lucia Koch, Nuno Ramos e Cildo Meirelles.

Encontro 03 | Fotografia e Performance: presença, ausência e arquivo

Desde a década de 1960, com a arte conceitual, a fotografia passou a ser utilizada no registro de ações efêmeras, fossem estas de natureza mais escultórica ou mais performativa. Como se relacionam essas imagens com as do século anterior? O que podemos aprender aproximando as imagens de Antonio Manuel na abertura da exposição do XIX Salão de Arte Moderna no MAM, Rio de Janeiro, em 1970, com a de Auguste Neyt, fotografado por Gaudenzio Marconi em 1877?

Trabalhos de artistas como Lenora de Barros, Francesca Woodman, Andrea Fraser, Tino Sehgal e Eleonora Fabião serão apresentados nesta discussão sobre a distinção entre documento e obra, propondo novas formas de pensar a presença, a mediação e o registro no campo da arte contemporânea.

Encontro 04 | Fotografia e Literatura: imagem e palavra

Esse encontro discute a relação entre fotografia e palavra, explorando como a linguagem escrita pode complementar a imagem fotográfica e analisa casos em que a palavra vai além da legenda ou explicação tradicional, assumindo um papel plástico e conceitual dentro da fotografia, como nas obras de Duane Michals e Lenora de Barros. Também aborda a interdependência entre texto e imagem em obras artísticas e literárias, como nos casos de Clarice Lispector e W. G. Sebald.

Filipe dos Santos Barrocas

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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints, para fins de registro, divulgação e promoção das atividades do Museu, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar o MAM (cursos@mam.org.br)

foto: A dança do poder. Palácio do Planalto (1981/2003), de Orlando Brito. Coleção MAM São Paulo

com Katya Hochleitner

Datas: 01, 08, 15, 22, 29 de outubro e 05 de novembro
Quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 06 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 520,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

Num momento em que o Brasil busca reconstruir sua imagem internacional após anos de instabilidade política, as artes visuais retomam um papel estratégico como vetor de diplomacia, devido à sua força simbólica, visualidade e capacidade de diálogo intercultural. Recentemente, tem crescido o interesse externo pela produção artística brasileira, especialmente aquela que traz narrativas contra-hegemônicas — afro-diaspóricas, indígenas, feministas e periféricas —, ou seja, propostas decoloniais que desafiam os cânones da arte ocidental e ampliam as noções de valor simbólico.

O objetivo geral do curso é analisar historicamente como as artes visuais têm contribuído para a construção da imagem internacional do Brasil, atuando como instrumento de soft power em processos econômicos, culturais e diplomáticos. O curso discute narrativas da história da arte brasileira, a imagem do Brasil no exterior, os usos diplomáticos da produção artística e as propostas decoloniais que questionam paradigmas hegemônicos de representação.

Programação

Aula 01 | Introdução: Poder, Cultura e Imagem no Cenário Internacional

Nesta aula inicial, são apresentados os conceitos de soft power e hard power, discutido o papel da cultura e da arte nas relações internacionais e introduzida a noção de imagem de país e seu uso estratégico. Aborda-se o conceito de diplomacia cultural, a formação da imagem de um país e a construção da imagem do Brasil no exterior, contextualizando o curso e seus objetivos.

Aula 02 | Economia Criativa e Geopolítica da Arte

Explora-se a inserção da arte na economia global e nos circuitos de poder, apresentando dados da economia criativa e do mercado de arte. Discute-se o sistema contemporâneo de arte, seus atores, e a geopolítica cultural com seus centros e periferias, além da posição do Brasil nesse sistema global.

Aula 03 – Representações do Brasil: da Colônia à Contemporaneidade

Aborda as narrativas visuais construídas sobre o Brasil desde o período colonial até os dias atuais. Analisa-se a permanência dos efeitos simbólicos das imagens coloniais, a internacionalização da arte brasileira e apresenta as críticas decoloniais que questionam narrativas eurocêntricas dominantes.

Aula 04 – Arte como Ferramenta Diplomática: o Caso Brasileiro

Apresenta experiências históricas de diplomacia cultural envolvendo o Brasil, desde o período colonial até o Império e a Era Vargas, com destaque para a Política da Boa Vizinhança de F.D. Roosevelt. Discute-se o uso da arte como instrumento político em contextos de guerra e propaganda, analisando os limites e possibilidades da arte como ação diplomática.

Aula 05 – Estudos de Caso: Bienal de São Paulo e SP-Arte na Imprensa Internacional

Analisa o impacto de grandes eventos culturais na imagem do Brasil no exterior, com base em pesquisa de imprensa entre 2012 e 2019. Discute-se a construção simbólica da brasilidade na mídia, os artistas mais citados, os discursos recorrentes e os públicos-alvo das matérias, avaliando o possível efeito dessas exposições na percepção internacional do país.

Aula 06 – Arte, Cultura, Imagem e Poder: Desafios

Reúne e revisa os principais temas do curso, debatendo os desafios contemporâneos para construir uma imagem plural e estratégica do Brasil. Aborda questões atuais como redes sociais, fake news, crises políticas e apagamentos culturais, estimulando a reflexão crítica e a formulação de propostas criativas para a reconfiguração da imagem internacional brasileira.

Katya Hochleitner

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foto: A dança do poder. Palácio do Planalto (1981/2003), de Orlando Brito. Coleção MAM São Paulo

com Celso Lima

Datas: 09, 16, 23, 30 de setembro e 07 de outubro de 2025
Terças-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 05 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
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O curso oferece discussões sobre o pioneirismo de duas grandes criadoras do design têxtil na primeira metade do século XX: Sonia Delaunay e Regina Gomide Graz.

No cenário mundial do entreguerras, apresentado na centenária Exposição de Artes Decorativas e Industriais Modernas de Paris, em 1925, o encontro entre vanguardistas e tradicionalistas apontava direções múltiplas, com o segmento têxtil despontando como uma grande aposta na corrida industrial do novo século, onde as duas artistas e designers desempenhariam importantes papéis como criadoras de novas linguagens em tramas e desenhos.

Programação

Aula 01

Aula 02

Aula 03

Aula 04

Aula 05

Celso Lima

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foto: estilista Betsey Johnson em seu apartamento em Londres, Glamour, New York (1985), de Otto Stupakoff. 

com Flavia Corpas, Francielle Alves e Isabela Pinheiro

Datas: 09, 16, 23, 30 de setembro, 07, 14, 21 e 28 de outubro de 2025
Terças-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 08 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 640,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
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Este curso é um território de resistência e criação. Explora a intersecção entre Psicanálise, Arte e Feminismo, orientado pelo trabalho do coletivo P_A_F (Psicanálise, Arte e Feminismo). Em formato que valoriza o diálogo crítico e a construção coletiva do saber, serão investigadas obras de arte e testemunhos de artistas mulheres que desafiam e subvertem discursos tradicionais, forjando novos caminhos de existência. Serão abordadas as formas pelas quais essas produções desafiam estereótipos e modelos normativos, revelando como essas artistas reivindicam e criam seus próprios espaços e linguagens para expressar experiências, traumas e desejos, não apenas como estratégia de sobrevivência, mas como afirmação plena da vida.

Os encontros percorrerão temas dentro do feminismo em suas diversas vertentes como feminismo negro, decolonial, queer, entre outros, e analisarão questões políticas, culturais e identitárias que atravessam as práticas artísticas, a partir de uma leitura psicanalítica. 

Programação

Aula 01 – Introdução
Na aula introdutória, apresentaremos o curso, suas bases teóricas e metodologia, com foco na discussão da relação entre psicanálise, arte e feminismo. Abordaremos como esses três saberes se interseccionam, suas aproximações e tensões, e como, a partir destas, é possível desafiar e repensar narrativas convencionais sobre a subjetividade, a identidade, o corpo, a proporcionar a construção de novas lógicas. Faremos uma introdução ao feminismo, preparando o terreno para a compreensão deste no diálogo entre a psicanálise e a arte.

Aula 02 – Repensando as Narrativas Oficiais
Nesta aula, analisaremos como as narrativas oficiais da história da arte frequentemente marginalizaram ou invisibilizaram as contribuições de artistas mulheres. Refletiremos sobre como a perspectiva feminista propõe uma crítica radical a esses saberes hegemônicos, introduzindo a ideia de uma visão situada, que valoriza as experiências e contextos de cada sujeito. Ao questionar as representações tradicionais, buscaremos ampliar nossa ótica sobre a diversidade de experiências e práticas artísticas, a partir do resgate da vida e obra de algumas artistas, e da análise da exposição “Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País” no MAM-SP (1960), a primeira exposição coletiva composta exclusivamente por mulheres a ocorrer no Brasil, em conjunto com aquilo que em psicanálise compreende-se como singularidade.

Aula 03 – Freud, Lacan e as Artistas
Nesta aula, exploraremos a complexa relação entre psicanálise e arte através de duas exposições recentes: “Lacan, a exposição”. Quando a arte encontra a psicanálise” (Centro Pompidou-Metz, 2024) e “Mulheres & Freud: Pacientes, Pioneiras e Artistas” (Freud Museum, Londres, 2024-2025). Analisaremos as contribuições e o legado de mulheres que desempenharam papéis fundamentais na criação e desenvolvimento da psicanálise, refletindo sobre suas influências e impactos. A análise incluirá artistas que dialogam com essas exposições, como Paula Rego e Louise Bourgeois, cujas produções exploram conceitos psicanalíticos para investigar subjetividade e desejo. Também discutiremos a intervenção performática de Deborah de Robertis em “A Origem do Mundo”, de Courbet.

Aula 04 – Musas Insubmissas
Nesta aula, questionaremos o papel tradicional de “musa” no Surrealismo, movimento artístico que ocupa um lugar nodal na relação entre a psicanálise e arte. Exploraremos como artistas mulheres associadas a esse movimento desafiaram e subverteram esse estereótipo, reivindicando o lugar de artistas e contrariando a noção tradicional de feminino sustentada pelos surrealistas homens. Discutiremos o livro “Lá Embaixo”, obra testemunhal de Leonora Carrington, explorando como suas narrativas místicas e oníricas apresentam uma dimensão singular de resistência, sobrevivência e reinvenção.

Aula 05 – Corpo-Território, Crítica Decolonial e Povos Originários
Nessa aula, abordaremos o conceito político de Corpo-território, desenvolvido por Maria Mies, Veronika Bennholdt-Thomsen e Claudia von Werlhof (1988), que evidencia como a exploração dos territórios comuns, comunitários, e a violência aos corpos individuais e coletivos estão relacionados. Essa analogia e indissociabilidade entre corpo e território, e seus efeitos subjetivos é o mote que guiará nossas reflexões. Trabalharemos com artistas que fazem uso do corpo como campo de luta, resistências contra as imposições patriarcais, coloniais e neoliberais, e como o corpo-território possibilita o desacato, a confrontação e a invenção de outros modos de vida.

Aula 06 – Olhares Negros: raça, classe, gênero e representação
Nesta aula, iremos discutir o surgimento do ativismo negro e de conceitos como negritude e interseccionalidade. Abordaremos como estes conceitos descentram o olhar e as interpretações do que se pensava como arte, provocando transformações em nossa subjetividade. Nessa chave, nota-se, nas obras retratadas, uma busca de recriar e reinventar um mundo possível, numa perspectiva estética, ética e política. Temos como inspiração de base o livro Olhares Negros raça e representação de Bell Hooks em interlocução com produções de teóricas e artistas brasileiras como Lélia Gonzales, Rosana Paulino e movimentos da América Latina e Central, como a criolagem e o afrosurrealismo.

Aula 07 – Feminismo Queer e Artistas Feministas
Nesta aula, exploraremos o feminismo queer no campo das artes, um debate que tem ganhado força desde os anos 60, artistas e coletivos têm utilizado a perspectiva queer não apenas como uma crítica às normas de gênero, mas também como um dispositivo para questionar as fronteiras da própria prática artística. Longe de buscar uma definição fixa para “arte feminista”, examinaremos como o feminismo queer opera como uma estratégia de deslocamento, reconfigurando materialidades, discursos e imaginários. Por meio de obras selecionadas de artistas e coletivos que trabalham a partir dessa perspectiva, veremos de que maneiras essas práticas tensionam noções estabelecidas, questionando categorias tradicionais como feminino/masculino, público/privado e biológico/social.

Aula 08 – Memória, Testemunho e Transmissão
Nesta aula, trabalharemos mulheres artistas que produziram através da escrita, performance, arte visual e outros meios, potentes testemunhos que nos transmitem algo de um saber fazer com a vida. Discutiremos as obras selecionadas em articulação com conceitos da Psicanálise e com outros temas abordados pelo feminismo.

Flavia Corpas
Francielle Alves
Isabela Pinheiro

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foto: Natali Tubenchlak, Dá-se assim desde menina, pendente ao encontro. Foto: Mario Grisolli

com Manuela Eichner

Datas: 25 de setembro, 02, 09 e 16 de outubro de 2025
Quintas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 04 encontros
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O curso abordará a colagem em perspectiva analisada pelo trabalho e desenvolvimento da técnica por artistas de vanguarda. Arranjadas por uma linha de tempo não histórica, as aulas traçam as contribuições de artistas/ativistas, não só na técnica da colagem, mas para as discussões de gênero, insurgência e provocações da sociedade de suas épocas. Público-alvo: artistas, interessados em criatividade e na técnica da colagem.

Além de contemplar as mais diversas áreas do setor de artes visuais, sobretudo da colagem, o curso visa transbordar para outros setores próximos como o da história, gênero e mídias.

Programação

Aula 01 – Colagem e Surrealismo – artista comentada: Claude Cahun

Aula 02 – Colagem e movimento Punk – artista comentada: Linder Sterling

Aula 03 – Colagem e Afrofuturismo – artista comentada: Mickalene Thomas

Aula 04 – Colagem e contemporaneidade no Brasil – artistas comentadas: Gê Viana e Ventura Profana

Manuela Eichner

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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints, para fins de registro, divulgação e promoção das atividades do Museu, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar o MAM (cursos@mam.org.br)

com Katia Canton

Datas: 30 de julho, 06, 13 e 20 de agosto de 2025
Quartas-feiras
Horário: das 18h às 20h
Duração: 04 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 320,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

Este curso, composto por quatro aulas, explora a potência dos contos como recursos para elaboração subjetiva e cura, desde os primórdios da humanidade. Ao longo dos encontros, abordaremos a origem histórica das narrativas, sua inserção no campo da arte e seu papel nos processos de elaboração psíquica.
Nas duas primeiras aulas, traçaremos um panorama sócio-histórico do surgimento das narrativas na constituição humana, analisando diferentes tipos de histórias, desde a tradição oral até autores literários como Perrault, os irmãos Grimm e Andersen. A terceira aula será dedicada à análise de casos em que as narrativas são utilizadas em contextos terapêuticos. Por fim, na última aula, refletiremos sobre o cenário contemporâneo: quais são suas particularidades e por que continuamos a contar histórias?

Programação

Aula 01 – Somos animais contadores de histórias — o surgimento das palavras como necessidade humana.

Aula 02 – Contos maravilhosos, fábulas, contos de fadas — formas de narrar e seus contextos.

Aula 03 – O desejo de contar é o desejo de curar — experiências estéticas e terapêuticas no uso das histórias. Estudos de caso sobre narrativas na psicanálise e na saúde mental.

Aula 04 – As narrativas enviesadas do mundo contemporâneo — por que continuamos a contar histórias?

Katia Canton

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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints, para fins de registro, divulgação e promoção das atividades do Museu, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar o MAM (cursos@mam.org.br)

créditos: Pedestres na praça do Patriarca, 1940. Hildegard Rosenthal. Fonte IMS

com Lúcia Lima

Datas: 16, 23, 30 de julho, 06 e 13 de agosto de 2025
Quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 05 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

Desde o surgimento das primeiras técnicas fotográficas, as mulheres desempenharam um papel criativo fundamental para que a fotografia se consolidasse como uma das principais marcas da cultura visual de nossos tempos. No entanto, por que, ao mencionarmos os principais nomes da História da Fotografia ou ao discutirmos as temáticas mais recorrentes na produção fotográfica moderna, as mulheres raramente ocupam lugar de destaque?

A partir de um panorama da relação das mulheres com a prática fotográfica no Ocidente — especialmente na primeira metade do século XX —, o curso propõe uma análise histórica das experiências de mulheres que participaram ativamente do desenvolvimento da fotografia, tanto como campo profissional quanto como linguagem artística. Serão abordadas as trajetórias e obras de fotógrafas como Lee Miller, Berenice Abbott, Lisette Model, Hildegard Rosenthal, Gerda Taro, Grete Stern, Lola Álvarez Bravo, Marianne Brandt, Kati Horna, Dora Maar, Ilse Bing, Annemarie Heinrich, Francesca Woodman, Claude Cahun, entre outras, com o objetivo de discutir questões ligadas ao marcador social de gênero.

Suas produções suscitam reflexões sobre temas como as condições de produção para mulheres artistas, a relação das mulheres com as cidades, a organização do olhar no ato fotográfico, a interação com as pessoas fotografadas, a representação feminina na fotografia e o uso da própria imagem como forma de experimentação artística, entre outros.

O objetivo do curso é ampliar as referências de participantes em relação à história da fotografia, oferecendo exemplos e trajetórias que diversifiquem a compreensão da prática fotográfica no século XX. Além disso, busca evidenciar o impacto do sistema de diferenciação de gêneros na produção artística em nossa sociedade.

Programação

Aula 01 – Você as vê, agora não as vê mais

Aula 02 – A Fotografia na Encruzilhada

Aula 03 – Mulheres Modernas

Aula 04 – Mulheres com suas câmeras

Aula 05 – Artistas mulheres / Mulheres Artistas

Lúcia Lima

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créditos: Pedestres na praça do Patriarca, 1940. Hildegard Rosenthal. Fonte IMS

com André Komatsu

Datas: 21, 28 de julho, 04, 11 e 18 de agosto de 2025
Segundas-feiras
Horário: das 19h30 às 21h30
Duração: 05 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

Este curso investiga como as práticas artísticas contemporâneas – incluindo instalação, site specific, happenings e performances – ativam o espaço público e privado como campo de tensão e questionamento. A partir da análise de obras de artistas modernos e contemporâneos, os participantes serão convidados a refletir sobre como a arte intervém na organização do espaço urbano, desestabiliza estruturas consolidadas e propõe novas formas de ocupação e engajamento. Por meio de discussões teóricas e exercícios práticos, o curso busca expandir a compreensão sobre o papel do artista na construção simbólica e material do território.

Programação

Aula 01: A paisagem como discurso I

Esta aula introduz a paisagem como campo de disputa simbólica e material, explorando como a arte reflete e questiona transformações econômicas, políticas e sociais. A partir das obras de Hans Haacke, Mark Lombardi, Edwin Sanchez e Santiago Sierra, discutiremos como diferentes estratégias artísticas – desde investigações sobre redes de poder até intervenções críticas no espaço público – tensionam as relações entre arte, mercado e instituições. Ao analisar esses trabalhos, os participantes serão convidados a refletir sobre o papel do artista na revelação e reconfiguração das paisagens contemporâneas.

Aula 02: A paisagem como discurso II

Análise da paisagem como construção política e social. A partir dos artistas estudados, exploraremos como diferentes abordagens artísticas evidenciam as forças que moldam o espaço urbano e institucional. A aula também abrirá espaço para reflexões críticas e trocas entre os participantes, incentivando conexões entre os exemplos apresentados e o contexto contemporâneo.

Aula 03: Claudia Andujar e a land art

Esta aula propõe um diálogo entre a produção de Claudia Andujar e os principais nomes da Land Art, como Robert Smithson, Michael Heizer e Walter De Maria. Enquanto os artistas da Land Art operam em grande escala no ambiente natural, questionando os limites entre arte e paisagem, Andujar utiliza a fotografia como ferramenta de engajamento na luta pela demarcação do território Yanomami. A partir dessa conexão conceitual, investigaremos como diferentes práticas artísticas podem atuar na construção de narrativas sobre o território, a ocupação da terra e as relações de poder que atravessam esses espaços.

Aula 04: O corpo e o meio

Nesta aula, exploraremos como o corpo se torna um agente de transformação e questionamento do meio em práticas artísticas que tensionam fronteiras entre o indivíduo e o espaço. A partir das obras de Ana Mendieta, Teresa Margolles, Minerva Cuevas e Tehching Hsieh, analisaremos como ações performativas, intervenções e rituais cotidianos ressignificam paisagens sociais e políticas. O corpo, aqui, é tanto matéria quanto linguagem, articulando novas formas de percepção e engajamento com o entorno.

Aula 05: A construção do real

Esta aula investiga como a arte pode questionar e remodelar a noção de realidade por meio da mídia, do controle social e da memória. A partir das práticas de Ztohoven, Chris Burden, Mona Hatoum e Doris Salcedo, analisaremos estratégias que vão desde a infiltração em veículos de comunicação de massa até intervenções que evidenciam dinâmicas de poder e narrativas oficiais. Através desses artistas, discutiremos como a arte pode tensionar os limites entre fato e ficção, presença e ausência, criando novas camadas de significação sobre o real.

André Komatsu
(São Paulo, SP, Brasil, 1978)

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créditos: André Komatsu, Atlas, 2007. Madeira, camiseta e parafuso, 330 × 50 × 70 cm. Foto: Edouard Fraipont

com Marina Mazze Cerchiaro

Datas: 11, 18, 25 de junho, 02 e 09 de julho
Quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 05 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

Embora a pintura moderna brasileira tenha sido amplamente estudada em cursos, livros e exposições, a escultura ainda recebe pouca atenção. São raras as publicações e disciplinas dedicadas à história da escultura no Brasil. Este curso busca ampliar o conhecimento sobre o tema, apresentando um panorama da produção tridimensional brasileira ao longo do século XX, com incursões também em obras contemporâneas.

Serão abordadas esculturas figurativas e abstratas, considerando diálogos com a arte internacional e suas relações com a sociedade. Voltado ao público em geral, o curso funciona tanto como uma introdução ao assunto quanto como aprofundamento para quem já tem familiaridade com o tema. Ao longo dos encontros, serão discutidas obras de artistas consagrados e de nomes menos conhecidos, com atenção especial à produção de mulheres e ao acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Programação

Aula 01 – Escultura brasileira, entre a modernidade e a tradição (décadas de 1930 e 1940).

Aula 02 – Da figuração à abstração (décadas de 1940 a 1970)

Aula 03 – O construtivismo brasileiro na escultura (décadas de 1950 a 1970)

Aula 04 – A escultura no campo ampliado e as exposições Panorama da Arte Atual Brasileira (décadas de 1970 e 1980)

Aula 05 – Tridimensionalidade na arte contemporânea e suas conexões com a cultura popular

Marina Mazze Cerchiaro

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créditos: Escultura (1973), de Felícia Leirner, Coleção MAM São Paulo

com Lorenzo Merlino

Datas: 26, 28 de maio, 02, 04, 09 e 11 de junho
Segundas e quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 06 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

Um dos fatores determinantes para o desenvolvimento e a difusão da Arte Moderna foi o surgimento de museus dedicados a ela. Desde o pioneiro MoMA, que serviu de referência para a criação do MAM, passando pela Tate, pelo Pompidou e pelo Orsay, esses novos espaços não apenas consolidaram movimentos artísticos inovadores, como também promoveram um novo entendimento sobre a função e o papel da arte na sociedade.

O curso oferecido pelo MAM propõe uma imersão nesse contexto histórico, abordando os principais marcos, correntes e artistas que moldaram o panorama da Arte Moderna, com ênfase na relação entre arte e museus enquanto instituições. Voltado a estudantes, profissionais das artes e da cultura, assim como interessados em expandir seus conhecimentos sobre a história da arte, o curso busca oferecer uma visão crítica e reflexiva sobre a evolução estética e conceitual nos séculos XX e XXI, convidando os participantes a explorar como a arte moderna desafia convenções e promove um diálogo constante entre passado, presente e futuro.

Programação

Aula 01 – MoMA: o pioneirismo na Arte Moderna sem ser o primeiro

Aula 02 – MAM SP: a Arte Moderna no Brasil

Aula 03 – As duas Tates: a Arte “Pré-Moderna” e Moderna no Reino Unido

Aula 04 – Pompidou: a modernidade na França

Aula 05 – Orsay: um novo museu no fim do século XX

Aula 06 – As primeiras tentativas de museus de arte moderna

Lorenzo Merlino

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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints, para fins de registro, divulgação e promoção das atividades do Museu, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar o MAM (cursos@mam.org.br)

Créditos: Onça (1894), de Victor Brecheret, Coleção MAM São Paulo

com Mirella Maria

Datas: 15, 22, 29 de maio e 05 de junho
Quintas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 04 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 350,00

Curso online
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Este curso investiga as produções visuais de mulheres negras, traçando um percurso que vai da herança artística africana à cena contemporânea internacional. Estruturado em quatro módulos, o programa aborda criação artística, curadoria e educação a partir de uma perspectiva prático-teórica, combinando análise de obras, documentos históricos e produções contemporâneas. A proposta é refletir sobre como diferentes linguagens têm sido mobilizadas para contar histórias, questionar narrativas hegemônicas e propor novos imaginários.

Voltado a artistas, educadores, pesquisadores e interessados em arte e cultura visual, o curso oferece ferramentas para interpretar e tensionar representações estabelecidas, compreendendo como artistas negras contemporâneas têm reescrito narrativas visuais e criado novos espaços de visibilidade, agência e poder simbólico.

Programação

Aula 01 – Sobre percepções na produção intelectual de e para mulheres – Continente Africano

Esta aula introdutória explora perspectivas sobre arte, estética e cotidiano em diferentes regiões africanas, a partir de artistas mulheres contemporâneas. Analisaremos como essas criadoras articulam tradição e contemporaneidade por meio de linguagens visuais como fotografia, pintura, têxtil e instalação, abordando identidade, memória e poder.

Tópicos de discussão:

Aula 02 – Representações e representatividades: Reescrevendo Olhares

A aula investiga a representação de mulheres negras na história da arte e como artistas contemporâneas subvertem essas narrativas visuais. Serão analisadas obras que confrontam estereótipos e constroem novas imagens sobre corpo, identidade e memória, destacando a arte como espaço de resistência.

Tópicos de discussão:

Aula 03 – Oceanos em diáspora: visualidades e ancestralidades

A aula aborda conexões entre África e suas diásporas por meio da arte têxtil. Veremos como artistas transformam técnicas tradicionais em narrativas visuais, atuando também como educadoras e agentes culturais.

Tópicos de discussão:

Aula 04 – Mulheres e suas estéticas sobre o cotidiano

A aula analisa como artistas contemporâneas transformam o cotidiano em narrativas visuais potentes, articulando o pessoal e o político. Com foco em produção, curadoria e arte-educação, discutiremos como essas mulheres criam e compartilham saberes através da arte.

Tópicos de discussão:

Mirella Maria

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créditos: Bastidores (1997), de Rosana Paulino, Coleção MAM São Paulo

com Paula Berbert

Datas: 11, 13, 18, 20, 25 e 27 de março de 2025
Terças e quintas-feiras
Horário: das 20h às 22h
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
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Este curso oferece um panorama introdutório sobre os contextos contemporâneos da arte indígena no Brasil, com ênfase na crescente visibilidade dessas produções no cenário artístico.

Na primeira parte, a partir da análise de obras de artistas indígenas e de manifestações tradicionais de diferentes povos originários, as pessoas participantes serão convidadas a refletir sobre as perspectivas dos próprios indígenas em relação às suas formas de expressão artística. Também serão exploradas as múltiplas temporalidades que permeiam as práticas de artistas e curadories indígenas, considerando como essas práticas se vinculam às cosmovisões de seus povos, aos seus sistemas de arte e à resistência multissecular à colonização.

A segunda parte do curso será dedicada a estudos de caso. Analisaremos curadorias e projetos artísticos desenvolvidos por artistas indígenas em instituições e museus do sistema de arte não indígena, com destaque para as exposições Véxoa (Pinacoteca de São Paulo, 2020), Moquém_Surarî (MAM-SP, 2021), Nakoada (2022) e o Pavilhão Hãhãmpuá (Bienal de Veneza, 2024). Além disso, será discutida a experiência maxakali da Aldeia-Escola-Floresta como um projeto indígena de arte-educação comunitária, voltado para o fortalecimento dos conhecimentos tradicionais e a revitalização do território.

O curso será encerrado com uma sessão dedicada à análise de um último estudo de caso, escolhido pela turma, que servirá como base para uma reflexão final sobre os temas abordados ao longo das aulas, apontando possíveis desdobramentos e caminhos de pesquisa no campo das artes indígenas.

Programação

Aula 01 – Artes Indígenas em seus próprios termos

Aula 02 – Encontro entre mundos, encontros entre sistemas de arte

Aula 03 – Artes Indígenas, lutas políticas e ativismos 

Aula 04 – Curadorias Indígenas: estudos de caso

Análise de algumas experiências de curadorias indígenas em instituições de arte:

Aula 05 – “Arte Indígena Contemporânea de base comunitária”: estudo da experiência maxakali da Aldeia-Escola-Floresta

Aula 06 – Estudo de caso à escolha da turma e fechamento do curso

Paula Berbert

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com Mirtes Marins

Datas: 20, 27 de janeiro, 03, 10 e 17 de fevereiro
Segundas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 5 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 400,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
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O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), desde sua fundação, possui uma história que se confunde com a trajetória de seu acervo. A transição do museu-bienal para o museu atual marcou um momento-chave: a “perda” do acervo originário, hoje no MAC-USP. Essa mudança teve um impacto direto nas atividades e exposições do museu, e na conformação de uma coleção de arte contemporânea.

A maior parte da coleção atual foi formada entre as décadas de 1990 e 2000, representando quase 50% dos mais de 5 mil itens do acervo. Esse conjunto é constantemente revisado e expandido, consolidando o MAM como um espaço único para debates sobre o que é arte brasileira moderna e contemporânea.

O curso tem como objetivo disseminar o debate sobre a história do MAM-SP e o estudo de sua coleção, refletindo sobre a conformação de seu acervo e seu papel como espaço privilegiado para revisões e reflexões sobre a arte contemporânea. Voltado para estudantes e interessados em arte de forma geral, o curso busca compreender o Museu e sua coleção no contexto da produção artística contemporânea, com destaque para o Panorama da Arte Brasileira, realizado desde 1969 como marco central de sua atuação.

Programação

Aula 01 – Arco temporal sobre o MAM-SP
Breve história do MAM-SP: sua fundação e a organização da Bienal de São Paulo
Relações com o Museu de Arte de São Paulo (MASP) e com o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP)

Aula 02 – Panorama da Atual Arte Brasileira a partir de 1969
Panorama das edições a partir de 1969
Análise de algumas obras premiadas/adquiridas

Aula 03 – Análise de algumas edições e de obras premiadas até anos 1990
A ação curatorial
Análise de algumas obras premiadas
27º Panorama como estudo de caso (2001) e análise de obras adquiridas: Iran do Espírito Santo, série Ato Único

Aula 04 – Os debates contemporâneos presentes I
31º Panorama – Mamõyguara opá mamõ pupé
34º Panorama – Da pedra Da terra Daqui
Aquisições no contexto das exposições

Aula 05 – Os debates contemporâneos presentes II
34º Panorama – Da pedra Da terra Daqui
35º Panorama – Brasil por multiplicação
Aquisições no contexto das exposições

Mirtes Marins

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com José Augusto Ribeiro

Quintas-feiras
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O termo “escrito de artista” não constitui gênero literário ou discursivo por abranger formas diversas: carta, tratado, manifesto, crítica, aforismo, ensaio, ficção. Mas, em geral, esse texto exprime as ideias que impregnam a realização da obra de seu autor.

A partir dos anos 1960, principalmente, o escrito de artista passa não só a sistematizar em palavras o pensamento do trabalho de arte, como passa a integrar ou a ser o próprio trabalho. Outras vezes, o texto assume a forma de conto, poesia ou romance, com maior ou menor vínculo com a obra de artes visuais.

O curso considera, então, essas várias possibilidades da escrita, ao selecionar para análise um conjunto de textos de artistas brasileiros, publicados a partir da metade do século XX, a fim de estabelecer um campo de pensamento sobre a produção contemporânea em que convergem aspectos da literatura, da filosofia e da política, junto com noções das disciplinas de teoria, história e crítica de arte.

Programação

Aula 01 – Os escritos teóricos de Waldemar Cordeiro, Hélio Oiticica e Lygia Clark

Aula 02 – Textos de intervenção publicados entre 1970 e 1990, no jornal Opinião e nas revistas Malasartes, A parte do fogo e Arte em revista

Aula 03 – A palavra nas obras de Artur Barrio e Waltercio Caldas

Aula 04 – Contos e poemas de Anna Maria Maiolino, Iberê Camargo e Antonio Lizárraga

Aula 05 – As narrativas ficcionais de Tunga e os fragmentos autobiográficos de José Leonilson

Aula 06 – Literatura e artes visuais nas produções de Nuno Ramos e Aline Motta

José Augusto Pereira Ribeiro

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com Lorenzo Merlino

Terças-feiras
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
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Este curso oferece uma análise inter-relacional entre a História da Moda e a História da Arte, destacando suas conexões com o contexto histórico, social, político e econômico. Frequentemente ensinadas de maneira dissociada, ambas as disciplinas são aqui exploradas como manifestações que se influenciam e refletem o espírito de sua época. Por meio de uma exposição cronológica e crítica, o curso visa proporcionar ao aluno uma compreensão ampliada dos movimentos artísticos e suas correspondências na moda. Incentivando um exercício relacional, o curso capacita os participantes a identificar e analisar novas relações, aplicáveis a diferentes áreas de estudo e trabalho.

Programação

Aula 01 – Apresentação e metodologia

Aula 02 – Era Medieval – Renascimento Carolíngio, estilos Românico e Gótico

Aula 03 – Barroco e Rococó

Aula 04 – A Primeira Revolução Industrial

Aula 05 – O longo século 19 e o final de uma Era

Aula 06 – A aceleração do tempo e a aceleração da Moda

Lorenzo Merlino

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com Tálisson Melo

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Este curso parte de uma revisão da historiografia sobre a arte brasileira nos anos 1980, propondo uma perspectiva sociológica para análise da narrativa elaborada em torno da noção de geração, bem como suas implicações em termos de centralização e apagamentos. 

Abordando exposições de artes visuais realizadas no Brasil entre o final dos anos 1970 e 1980, o curso discute as principais transformações nas condições da produção, mediação e circulação da arte no país, considerando sua relação com as instituições (museus, universidades, centros culturais, bienais e salões), a imprensa e o mercado de arte.  Também propõe destrinchar acontecimentos e aspectos que revelam a complexidade e diversidade de manifestações culturais do período, opondo-se às visões que retratam esse momento da história brasileira como “década perdida”, demonstrando, assim, a importância e necessidade de se revisar o período.

Em especial, ressalta-se o papel dos artistas e instituições da década de 1980 na consolidação da arte contemporânea brasileira, incluindo a emergência da curadoria de exposições, a consolidação dos cursos de arte, a formação de uma rede de mercado para a arte contemporânea, e a criação de políticas culturais voltadas às artes visuais. Tomando os Panoramas do Museu de Arte de São Paulo nos anos 1980, busca-se discutir a convivência entre gerações de artistas e aspectos da cena nacional, enquanto o caso da participação brasileira na exposição Magiciens de la Terre, realizada em Paris, em 1989, é analisado para se pensar a projeção da arte brasileira no cenário internacional, bem como os caminhos que se abrem para a década seguinte.

Programação

Aula 01 – Explode geração!

Aula 02 – Como Vai Você, Geração 80?

Aula 03 – Utopia versus Realidade

Aula 04 – A trama do gosto

Tálisson Melo

Amigo MAM tem 20% de desconto. Faça parte!
Estudantes, professores e aposentados têm 10% de desconto

Dúvidas:
cursos@mam.org.br
WhatsApp: 11 99774 3987

Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints, para fins de registro, divulgação e promoção das atividades do Museu, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar o MAM (cursos@mam.org.br).

com Mirella Maria

Terças-feiras
Duração: 04 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 350,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

Quais imagens vêm à mente quando você pensa na América Latina? Se aprofundarmos essa reflexão, conseguimos evocar cenários visuais ligados a artistas, exposições e obras de arte da região? Este curso propõe explorar essas questões, com o objetivo de analisar e apresentar as diversas narrativas visuais dos territórios geopoliticamente identificados como latinos.

Neste curso introdutório, focaremos nas narrativas visuais produzidas na América do Sul, no Caribe e no México, abrangendo principalmente o período do século XVIII ao XXI. Exploraremos diálogos interdisciplinares, utilizando uma variedade de mídias como leituras acadêmicas e materiais audiovisuais criados por estudiosos, ativistas, pensadores e artistas. A proposta é oferecer múltiplas perspectivas sobre a América Latina, enriquecendo a compreensão visual e promovendo um olhar além do senso comum.

O público-alvo deste curso são estudantes, profissionais das áreas de Humanas e a todos que se interessam por debates interdisciplinares, especialmente aqueles relacionados às Artes Visuais, Ciências Sociais, História, Geografia e afins.

Programação

Aula 01: De que História da Arte e América Latina estamos falando?

Aula 02: Narrativas visuais em instituições culturais e educacionais na América Latina

Aula 03: Movimentos de luta e resistência na História da Arte na América Latina

Aula 04: As Relações do Brasil com o contexto latino-americano

Mirella Maria

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créditos: Geiger, Anna Bella Brasil, 1500-1996

com Daniela Labra

Datas: 25 de julho, 01, 08 e 15 de agosto
Quintas-feiras
Horário: das 18h às 20h30
Duração: 4 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 320,00

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final

O curso discute a produção e circulação da arte moderna brasileira desde o início da década de 1940 até 1970. Investigamos o contexto e a internacionalização da linguagem moderna brasileira figurativa e seu processo de abstração, o caminho construtivo no Brasil, as vanguardas neoconcretas, a Nova Objetividade, as experiências com o corpo, a crítica sócio-política na arte pós-1964, as proposições conceituais e figurativas da década seguinte que metabolizaram, criticamente ou não, o legado modernista.

Partimos das exposições Portinari do Brasil, 1940, e Brazil Builds, 1943, no MoMA em Nova York, e fechamos o programa com Do Corpo à Terra, Belo Horizonte, 1970, e Domingos da Criação, Rio de Janeiro, 1971. Estudamos estas e outras exposições icônicas da historiografia de arte moderna no Brasil para, por fim, refletirmos como a noção de vanguarda moderna brasileira reverbera, informa, constrói e é desconstruída na prática artística contemporânea.

Programação

Aula 01

Aula 02

Aula 03

Aula 04

Daniela Labra

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Dúvidas:
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Ao participar desta atividade/evento, você autoriza, de forma gratuita e definitiva, o MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo, a utilizar sua imagem, voz, dados biográficos e sinais característicos, captados em vídeo, áudio, fotografia e prints, para fins de registro, divulgação e promoção das atividades do Museu, em quaisquer meios, veículos, suportes, mídias, métodos e tecnologias, tangíveis ou intangíveis. Caso você não queira que sua imagem seja divulgada, por favor informar o MAM (cursos@mam.org.br). Em alguns cursos as aulas que acontecem na plataforma Zoom poderão são gravadas e disponibilizadas somente aos participantes dessas respectivas aulas com prazo de expiração. O conteúdo da gravação é protegido por direitos autorais e o acesso é permitido unicamente para fins de estudo e de uso exclusivo do participante impossibilitando a sua divulgação ou compartilhamento com terceiros.


créditos
Envolvimento 4 (1973), de Wanda Pimentel
Coleção MAM São Paulo