ativismo curatorial no Brasil

25 de fevereiro, 04, 11, 18, 25 de março, 01 de abril de 2026
19h às 21h

com Ana Avelar

Datas: 25 de fevereiro, 04, 11, 18 e 25 de março e 01 de abril de 2026
Quartas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Duração: 6 encontros
Público: interessados em geral
Investimento: R$ 480,00 + taxas

Curso online
Ao vivo, via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Contempla certificado no final

Este curso oferece uma introdução crítica ao campo do ativismo curatorial, com foco no Brasil. Ao longo de seis encontros, será explorado o papel da curadoria como prática política, revisando estruturas hegemônicas da História da Arte e propondo abordagens inclusivas e descentralizadas.

A cada aula, a partir de estudos de caso históricos e contemporâneos, os participantes serão convidadas a analisar exposições paradigmáticas e pensar como práticas curatoriais podem atuar como dispositivos de resistência, reflexão e transformação institucional. O curso é voltado para estudantes, pesquisadores, curadores, educadores e interessados em arte, curadoria e cultura contemporânea.

Programação

Aula 1: Introdução ao Ativismo Curatorial

  • Conceituação e surgimento do ativismo curatorial;
  • Três estratégias curatoriais segundo Maura Reilly: revisionismo, estudos de área e estudos relacionais;
  • Cânone e revisões historiográficas;
  • Curadoria como prática ética.

Aula 2: Estratégias do Ativismo Curatorial

  • Rupturas institucionais e pensamento expositivo;
  • Novos modos de práticas curatoriais;
  • Hegemonia e exclusão no sistema da arte.

Estudos de caso:
Magiciens de la Terre (Jean-Hubert Martin, 1989) — exposição paradigmática por reunir artistas do mundo todo em solo comum, questionando a centralidade do Ocidente no sistema de arte.
When Attitudes Become Form (Harald Szeemann, 1969) — marco das exposições experimentais que transformaram o espaço museal em ateliê.

Aula 3: Eixo e fora do eixo: pensando casos do Panorama

  • Breve histórico do Panorama da Arte Brasileira (desde 1969)
  • Curadorias notáveis e mudanças ao longo do tempo
  • Debates sobre representatividade e política institucional

Estudos de caso:
34º Panorama da Arte Brasileira: Da pedra Da terra Daqui, curadoria Aracy Amaral, co-curadoria Paulo Miyada
30º Panorama da Arte Brasileira: Contraditório, curadoria Moacyr dos Anjos

Aula 4: Cartografia das Curadorias Ativistas no Brasil

  • Experiências fora do eixo Rio–São Paulo;
  • Resistência institucional e curadorias independentes;
  • A curadoria como prática coletiva, colaborativa e situada;
  • Exposições digitais e híbridas.

Estudo de caso:
Atualização do sistema – exposição de curadoria colaborativa sobre tecnodiversidades, realizada pelo Grupo de Pesquisa Academia de Curadoria, coordenado pela docente, no Museu Nacional da República, em Brasília.

Aula 5: Curadoria com responsabilidade histórica e como prática ética

  • Curadoria como construção de narrativas;
  • A noção de exposição polifônica;
  • O papel da curadoria como prática crítica e política.

Aula 6: Visita à exposição como estudo de caso in loco

Ana Avelar

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créditos

Imagem: Fragmento de kimberlito levado na expedição de Mutações geográficas: fronteira vertical, de Cildo Meireles.