curso online | Arte e Ciência: a luz, o espaço e o tempo com Denise Gadelha e Gabriela Barreto Lemos


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Datas: 19, 26 de outubro, 09, 16, 23, 30 de novembro de 2021
Horário: das 19h às 21h por videoconferência

Terças-feiras

Público: interessados em geral 

Duração: 06 encontros

Investimento: R$ 480,00 em até 4 parcelas

As aulas acontecem ao vivo via plataforma Zoom

Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado

Curso contempla certificado no final

 

Neste curso convidamos à reflexão acerca dos três conceitos básicos que estruturam a  percepção da realidade. A partir do diálogo entre uma artista e uma cientista será proposta uma viagem pelas diversas concepções de luz, espaço e tempo ao longo da história ocidental no período compreendido entre a Idade Média e o Modernismo.

 

Programação

Aula 01 | (19/10) Idade Média 

Não há distinção entre arte, filosofia natural e religião, que são marcadas pelo idealismo, os valores Neoplatônicos e a consequente depreciação da matéria. O universo é geocêntrico e finito. A noção de tempo é tida em contraponto à eternidade (tempus x eternitas), cujo contraste pode ser observado entre a narrativa sequencial das predelas x cenas atemporais habitadas pelas divindades.  A luz tem papel fundamental na liturgia do espaço sagrado: seja na representação do Além com o ouro nas pinturas, ou então, pela cenografia mágica criada pelos feixes luminosos coloridos dos vitrais.

 

Aula 02 | (26/10) Proto-Renascimento e Renascimento no Quattrocento

Resgate da Antiguidade Clássica. Humanismo, Antropocentrismo.

A volta do uso da geometria Euclidiana nas formulações do espaço. Junto com o desenvolvimento da perspectiva linear, o uso de luz e sombra (chiaroscuro) para criar ilusão de profundidade dá naturalismo à representação. Experimentos óticos são desenvolvidos com propósitos artístico-científicos.

 

Dia 02/11 não haverá aula

 

Aula 03 | (09/11) Renascimento no Cinquecento e Maneirismo

O estilo renascentista se propaga pelo continente europeu.  Criação do calendário Gregoriano.   A astronomia é impulsionada pelas navegações. Época marcada pela revolução copernicana e as discussões acerca da posição (simbólica e real) da Terra no Universo. Com o Maneirismo as composições tornam-se menos realistas, afastando-se das regras da perspectiva linear e dos ideais clássicos harmoniosos.

 

Aula 04 | (16/11) Barroco; Iluminismo

Era marcada por Newton e Descartes, que promovem visões mecanicistas e dualistas do mundo, mas ainda muito influenciadas por argumentações teológicas. A Terra e o céu são unidos por Leis Universais. O entendimento do espaço e do tempo passa pelo entendimento do movimento de objetos. O movimento também é destaque na arte, as representações explodem em dinamismo, atravessadas por intensas diagonais, ou ritmos complexos que retém a atenção de modo cíclico. Na pintura, as figuras emergem da escuridão de forma dramática. A representação se projeta para fora do plano, em direção ao observador.

 

Aula 05 | (23/11) Iluminismo. Romantismo/Neoclassicismo. Impressionismo

Argumentações teológicas perdem força perante à matemática – cada vez mais abstrata – e às novas tecnologias advindas da Revolução Industrial. O impacto da industrialização coloca em questão o posicionamento humano perante à natureza. O Romantismo atende tal questionamento por meio do sublime (relação concebida de modo trágico e angustiado) ou do  pitoresco (harmonioso e nostálgico). Por sua vez, a idealização nostálgica é também a base do Neoclassicismo. Na ciência, as críticas ao espaço e tempo absolutos ganham adeptos, com a difusão da  geometria não-euclidiana. A luz é descrita como onda eletromagnética. A invenção da fotografia libera a arte da função documental, além de democratizar radicalmente o acesso à produção de imagens. Artistas impressionistas pintam ao ar livre e captam a fugacidade do momento.

 

Aula 06 | (30/11) Modernismo

Espaço e tempo estão unidos. O nascimento do espaço-tempo quadridimensional, geométrico, maleável, relativo ao observador, enquanto a luz é absoluta. Valorização do posicionamento subjetivo perante a realidade, levando à expansão drástica do repertório artístico. Novas vertentes se multiplicam promovendo sucessivas rupturas com a tradição. Quebra do espaço pictórico ilusório com a introdução de elementos apropriados do cotidiano (colagem/ready-made).

 

Denise Gadelha é artista, professora, ensaísta e curadora independente. Adota as diferentes práticas como ações artísticas. É bacharel em Artes Visuais, com ênfase em Fotografia pelo Instituto de Artes da UFRGS, e mestre em Poéticas Visuais, pelo Programa de Pós-graduação, na mesma instituição. Nutre especial interesse pela intersecção da arte com o universo das imagens-técnicas. Foi docente no programa de Pós-graduação em Imagem: Processos, Gestão e Cultura Contemporânea, Madalena-CEI, São Paulo. Ministrou cursos na Casa do Saber (SP), Centro de la Imagen (Lima, Peru), B_Arco (SP), SP-Arte, Hermes (SP), Arena (POA), Parque Lage (RJ), entre outros.

Gabriela Barreto Lemos é professora adjunta no Instituto de Física da UFRJ, instituição na qual obteve seu doutorado. Fez pós-doutorado no Instituto Internacional de Física da UFRN, foi Senior Scientist no Instituto de Óptica Quântica e Informação Quântica da Academia Austríaca de Ciências. Seu trabalho científico foi exibido na Segunda Mostra de Arte Científica Brasileira. Desde 2015 vem colaborando com artistas na Europa, Ásia, EUA e Brasil. Em 2018 participou da residência artística na Guerilla Science/National Science Foundation, resultando numa exposição em Nova Iorque. Apresentou-se na TEDx Vienna e ministrou cursos sobre física e arte na School of the Art Institute of Chicago e na University of Massachusetts Boston. É membra afiliada da Academia Brasileira de Ciências e em 2019 foi agraciada com a Medalha Mietta Santiago do Congresso Nacional.

 

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Legenda:
Joseph Mallord William Turner – Rain, Steam and Speed – The Great Western Railway, 1844.  Wikimedia Commons

 

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