curso online | artes visuais e decolonialidade no Brasil, com Renata Felinto


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Datas: De 30 de janeiro a 27 de fevereiro de 2023
Horário: 19h30 às 21h
Inscrições encerradas

Segundas-feiras
Público: interessados em geral
Duração: 04 encontros
Investimento: R$ 320,00
Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência
Aulas gravadas e disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

 

inscrições aqui

 

O curso apresentará pensadores afro-brasileiros que propunham outros caminhos para se pensar e compreender a formação da sociedade brasileira, a partir da análise das relações étnico-raciais. Estes estudos, que podemos inserir no conceito de decolonialidade, de pensarmo-nos para além da herança colonial, reverberam de forma consciente ou não no campo das artes visuais.

Tais leituras do povo brasileiro estão presentes nas produções do pensamento e da visualidade elaborada por pessoas afro-brasileiras, antes mesmo da formulação dos estudos decoloniais que têm sido tributados a pensadores e pensadoras da América Latina a partir de 1980.

Nestes quatro encontros, entenderemos como a busca por outras compreensões do ser pessoa negra e artista visual foram concebidas, tendo as artes visuais como campo de representação de si e de uma coletividade para além de estigmas e imagens de controle.

 

Programação

1°encontro – A colonização preta: do pensar e do criar a partir dos cânones ocidentais
Considerando o pensamento de Manuel Querino sobre a participação fundamental do “colono preto como fator civilizador do Brasil” (1918) e, portanto, à refutação da perspectiva da população afro-brasileira como impeditiva para o progresso da nação, relacionaremos essas ideias com o interesse de Arthur Timótheo da Costa tanto por retratar as pessoas de seu grupo étnico-racial, quanto por seu pioneirismo ao incorporar outras soluções pictóricas em suas obras a partir do seu contato com a arte europeia do início do século 20.

2° encontro – O questionamento da abordagem modernista de “negro-tema” em oposição ao “negro-vida”
Apresentando a pesquisa de Alberto Guerreiro Ramos, que considera que o racismo é uma “patologia social” que acomete a branquitude, relacionaremos esse ponto de vista à produção do pintor Wilson Tibério, que passa a investigar e registrar a vida das pessoas de seu grupo étnico-racial livre dos estereótipos cunhados pelo colonialismo como forma de interdição.

3°encontro – Insurreições entre riscos e escritos de artistas pensadores
A partir de escritos de Abdias Nascimento e Rubem Valentim, observaremos como conceitos de cor/raça, cultura e estética são relacionados por esses pensadores, com a finalidade de encontrar e/ou de formular estéticas fundamentadas em um arcabouço intelectual que reforça a formulação de uma unidade afro-diaspórica no mundo ocidentalizado. Traremos também como esse cenário estimula Abdias Nascimento na concepção de um Museu de Arte Negra.

4° encontro – “Nome e sobrenome”: mulheres negras e outras abordagens históricas
A feminista, antropóloga, historiadora e filósofa Lélia González dizia que “negro tem que ter nome e sobrenome” como forma de nos afastar da homogeneização imposta pela desumanização pautada na cor/raça. Com essa frase percebemos como a autora chama atenção ao apagamento histórico das identidades individuais de pessoas negras como protagonistas históricas. A partir dessa premissa, abordaremos Rosana Paulino e sua pesquisa por compreender as relações étnico-raciais no Brasil de hoje, analisando e denunciando o anonimato desse grupo presente em registros fotográficos históricos, com especial atenção aos registros e mulheres.

 

Renata Felinto é mulher afro-diaspórica e mãe de Benedita Nzinga e de Francisco Madiba ∙ Artista visual, pesquisadora e professora ∙ Bacharel, Mestra e Doutora em Artes Visuais pelo Instituto de Artes/UNESP∙ Especialista em Curadoria e Educação em Museus de Arte pelo Museu de Arte Contemporânea/USP ∙ Fellowship Post-Doctoral no Departamento de Sociologia da Penn University (EUA)∙ Professora adjunta da Universidade Regional do Cariri/CE, Professora adjunta da Licenciatura em Artes Visuais e do Mestrado Profissional em Artes Visuais na Universidade Regional do Cariri/CE ∙ Professora na Especialização em Gestão Cultural Contemporânea do Itaú Cultural ∙ Associada da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Vencedora do 3oPrêmio Select de Arte e Educação e do Prêmio PIPA 2020 tendo participado de exposições no Brasil e no exterior.

 

 

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Dúvidas:
cursos@mam.org.br
WhatsApp: 11 99774 3987

 

Fonte: acervo do mam
Maria Lídia Magliani. Sem título, 1986.
Pastel seco e pastel oleoso sobre papel. 70 x 69,9 cm.

 

Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência. Aulas gravadas disponibilizadas somente aos inscritos e por tempo determinado.
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