curso online | música e artes visuais no modernismo brasileiro, com Camila Fresca


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Datas: 01, 08, 12, 15 de dezembro de 2022
Horário: 19h às 21h

Quintas-feiras
Público: interessados em geral
Duração: 04 encontros
Investimento: R$ 320,00
As aulas acontecem ao vivo via plataforma Zoom
Aulas gravadas disponibilizadas apenas por tempo determinado
Curso contempla certificado no final

 

inscrições aqui

 

2022 marca o centenário da Semana de Arte Moderna. Se muito se fala do evento, pouco se aborda uma de suas mais importantes manifestações artísticas: a música. Partindo da música presente na Semana, o curso tece relações entre esta e outras expressões artísticas, tendo a obra de Heitor Villa-Lobos como eixo.

Serão explorados temas como as afinidades entre o compositor e os modernistas que organizaram a Semana, o impacto do simbolismo e as relações entre a música de Villa-Lobos e o teatro, as artes plásticas, a literatura e a dança. Além disso, uma aula será dedicada à simbiose entre texto e música de autores modernistas na busca por uma arte nacional.

 

Programação

Aula 1

A obra de Villa-Lobos na década de 1910, o impacto do simbolismo e a relação do compositor com os modernistas que organizaram a Semana de Arte Moderna: Ronald de Carvalho, Graça Aranha, Di Cavalcanti, Mário de Andrade. A presença da música nas conferências da Semana. Um caso de sinestesia pouco explorado: o Quarteto simbólico.

Aula 2

A Última encarnação do Fausto (1922), do dramaturgo Renato Vianna: o teatro moderno brasileiro nasce em colaboração com a música de Villa-Lobos. As relações entre Vianna e Villa-Lobos: antes do Fausto, Salomé (peça teatral) se transforma em Zoé (ópera). Choros n.3, “Pica-pau” x Movimento Pau-Brasil: as relações entre Villa-Lobos, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade em Paris entre 1923 e 24.

Aula 3

Música e literatura em estreita simbiose: a canção de câmara brasileira durante o modernismo. Audição de algumas das mais célebres canções do modernismo brasileiro – de autores como Lorenzo Fernandez, Ernani Braga, Jayme Ovalle e Villa-Lobos – mostrando de que forma elas se utilizavam do texto e da parceria com escritores e poetas na construção de uma música nacional.

Aula 4

Desde suas primeiras incursões pelo gênero sinfônico, Villa-Lobos escreveu balés. Colaborou com coreógrafos e tencionava incluir a dança no programa de educação musical que liderou sob o governo Vargas. Nada menos do que 19 obras foram classificadas por Villa-Lobos como “bailados”, um gênero que o ocupou ao longo de toda produção criativa, da década de 1910 até 1956, quando escreveu The Emperor Jones a pedido do Empire State Music Festival, em Nova York.

 

Camila Fresca é doutora e mestra em Musicologia pela ECA-USP. Bacharel em História e Comunicação Social, atua como jornalista, curadora e pesquisadora especializada em música clássica. É colaboradora da Revista Concerto e da Folha de S.Paulo. É autora dos livros Festival de Inverno de Campos do Jordão – 50 anos (Editora da Osesp, 2019) e “Uma extraordinária revelação de arte”: Flausino Vale e o violino brasileiro (Annablume, 2010). Idealizou o CD “Flausino Vale e o violino brasileiro” (Petrobras/Selo Clássicos), do violinista e maestro Cláudio Cruz, vencedor do Prêmio Bravo! Prime 2011 de música erudita. É uma das idealizadoras do box “Toda Semana – música e literatura na Semana de Arte Moderna”, lançado pelo Selo Sesc em fevereiro de 2022. Finaliza uma biografia sobre o compositor Heitor Villa-Lobos pela Editora Todavia.

 

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Dúvidas:
cursos@mam.org.br
WhatsApp: 11 99774 3987

 

Fonte: acervo do mam
Tarsila do Amaral. Paisagem, 1948
Óleo sobre tela colada sobre papelão. 28,3 x 37,3 cm.

 

Curso online ao vivo via plataforma de videoconferência. Aulas gravadas disponibilizadas somente aos inscritos e por tempo determinado.
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