Conversa sobre o catálogo da exposição Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea atividade presencial


Data: 03 de dezembro, 2022
Horário: 15h

Local: auditório do mam (auditório Lina Bo Bardi)

 

O mam são paulo promove, no dia 03/12, às 15h, um bate-papo sobre o catálogo da exposição Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea, sediada no museu em 2021, com curadoria de Jaider Esbell. A conversa tem participação de Paula Berbert e Pedro Cesarino (respectivamente assistente de curadoria e consultor da mostra), e também Cristine Takuá (filósofa, educadora, artesã e autora de um dos ensaios presentes no catálogo) e Carlos Papá (cineasta e líder espiritual de sua comunidade), que escreveram ensaios para o catálogo. A atividade acontece no auditório do mam (auditório Lina Bo Bardi), com mediação de Cauê Alves, curador-chefe do mam.

inscrições aqui

 

 

O catálogo está disponível na versão digital. Clique aqui para acessar.

 

Sobre os convidados:

Carlos Papá
Carlos Papá Mirim Poty é Guarani Mbya, morador da aldeia do Rio Silveira. Trabalha há mais de 20 anos com audiovisual, focando-se em documentários, filmes e oficinas culturais para os jovens. Também atua como líder espiritual em sua comunidade. Foi representante da comissão guarani Yvy Rupa de 2019/2022. É também fundador do Instituto Maracá. Foi Curador do Festival de Arte Indígena Rec Tyty. Atualmente, é membro do Conselho Aty Mirim do Museu das Culturas indígenas de SP. Também colaborador do Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida.

 

 

 

 

Cristine Takuá
Cristine Takuá é filósofa, rezadora, aprendiz de parteira, educadora e artesã indígena, vive na aldeia do Rio Silveira, onde foi por doze anos professora na Escola Estadual Indígena Txeru Ba’e Kuai’, de filosofia, sociologia, história e geografia. É diretora do Instituto Maracá. Também é representante do núcleo de educação indígena dentro da Secretaria de Educação de SP e membro fundadora do FAPISP (Fórum de articulação dos professores indígenas do Estado de SP). É membro fundadora do conselho Aty Mirim do Museu das culturas indígenas em SP. Atualmente é coordenadora da Ação colaborativa Escolas Vivas em parceria com Selvagem, Ciclo de estudos sobre a vida.

 

 

Paula Berbert
Antropóloga e programadora cultural. Faz doutorado no Programa de Pós-graduação em Antropologia da USP e é coordenadora de projetos da Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea. Atua nos campos da curadoria e mediação intercultural, articulando iniciativas de artistas e cineastas indígenas às instituições dos sistemas ocidentais de arte e cinema. Tem experiência em comunidades pedagógicas formais e não-formais, especialmente nos temas da arte-educação, artivismo, direitos humanos e socioambientais, questões indígenas e feministas. É graduada em Ciências Sociais (2009, Unicamp), mestre em Antropologia (2017, UFMG) e especialista em Estudos e Práticas Curatoriais (2019, FAAP).

 

 

Pedro Cesarino
É professor do Departamento de Antropologia da FFLCH/USP, autor de Oniska – poética do xamanismo na Amazônia (Perspectiva, 2011), Quando a Terra deixou de falar – cantos da mitologia marubo (Editora 34, 2013) e do romance Rio Acima (Companhia das Letras, 2016), entre outros livros e artigos.