live Moquém_Surarî: Arte e xamanismo, com Bu’ú Kennedy, Carlos Papá e mediação de Pedro Cesarino Programa de Visitação


Data: 15 de outubro, 2021
Horário: 19h

 

Conversa sobre as relações entre as práticas xamânicas e as artes indígenas com Bu’ú Kennedy (xamã e artista tukano) e Carlos Papá (cineasta e pajé guarani mbya). Mediação de Pedro Cesarino.

Os artistas estão em cartaz na exposição Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea.

 

YouTube do MAM
Com Interpretação em Libras

 

Carlos Papá Mirim Poty é cineasta e líder espiritual. Foi curador do festival rec•tyty. Grande conhecedor da língua e cultura de seu povo, Guarani Mbya, Papá vive na aldeia Rio Silveira, em São Paulo. Trabalha há mais de 20 anos com produções audiovisuais, fortalecendo e valorizando a cultura mbya por meio de documentários, filmes e oficinas culturais para os jovens. Papá é fundador do Instituto Maracá.

Bu’ú Kennedy (Bu’ú do povo Ye’pamahsã; na sociedade registrado João Kennedy Lima Barreto) nasce na Aldeia Kayrá no rio Tiquié nas terras indígenas do Alto Rio Negro, Município de São Gabriel da Cachoeira no noroeste do Amazonas (Brasil), fronteira com Colômbia. É membro do Clã Üremirin Sararó – Fátria Patrilinear do povo Ye’pamahsã da Amazônia, também conhecidos como Tukanos. No povo Ye’pamahsã, o nome Bu’ú, traduzido para português, “tucunaré”, um peixe encantado dos rios amazônicos, é dado ao homem que representa a pessoa de vida curta e brava. É filho de pai do povo Ye’pamahsã e mãe do povo Tuyuka. Fala os idiomas paterno, materno e português.

Pedro de Niemeyer Cesarino é professor do Departamento de Antropologia da FFLCH/USP e doutor em antropologia social pelo Museu Nacional da UFRJ. Especialista em etnologia indígena e nas relações entre antropologia, arte e literatura, publicou diversos artigos e livros, entre os quais “Oniska – poética do xamanismo na Amazônia” (Ed. Perspectiva, 2011, Prêmio Jabuti de Ciências Humanas 2012), “Quando a Terra deixou de falar – cantos da mitologia marubo” (Ed. 34, 2013) e “Políticas culturais e povos indígenas”, com Manuela Carneiro da Cunha (Ed. Cultura Acadêmica, 2014, Prêmio Jabuti de Ciências Humanas 2015). Como autor de ficção, publicou também o romance “Rio Acima” (Companhia das Letras, 2016, semifinalista do Prêmio Oceanos 2017). É consultor da exposição Moquém_Surarî: arte indígena contemporânea.

 

Essa atividade integra a programação em parceria entre Fundação Bienal de São Paulo e Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea.

Essa atividade faz parte do Programa de Visitação, com patrocínio Pinheiro Neto Advogados.

 

Legendas: Bu’ú Kennedy, Ye’pá Mahsün Kün Ña’ã Tüo’ñarã (detalhe), 2012. Marchetaria, 90 cm x 90 cm / Semê hori té’é momori hori nun di’ah (detalhe), 2011, marchetaria, 80 cm de diâmetro.
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