Ser-com Ibirapitanga: Estar com e conhecer as árvores de Ibirapitanga (pau-brasil) do Parque Ibirapuera com Bel Falleiros, Flávia Aranha e Cristine Tákua Contatos com a arte + Arte e Ecologia


Data: 22 de dezembro, 2022
Horário: 10h30

 

Encontro que abre espaço para estar com o grupo de árvores pau-brasil, ou Ibirapitanga, presentes no Parque do Ibirapuera, ao lado do jardim de escultura do MAM. A proposta é passar tempo com esses seres árvores e abrir a possibilidade de conhecê-los, relacionar com suas presenças e ensinamentos: ser-com*. Juntos vamos também refletir sobre sua cor e história e manifestar esses aprendizados em uma homenagem coletiva com tinta vegetal e tecido a ser oferecido a essas árvores.

*inspirada na série de Palabrarmas da artista Cecília Vicuña: “Conocer = Con-o-ser = Ser-con”

 

Bel Falleiros vive e trabalha no Hudson Valley, Nova York. A sua prática artística centra-se na investigação de como as paisagens contemporâneas construídas (mal) representam as várias camadas de presença que constituem um lugar e suas histórias ‘esquecidas’. Em seu trabalho, cria espaços para lembrar da nossa relação com a natureza, com o nosso próprio ser interno e com a comunidade de seres ao nosso redor. Além de sua prática de ateliê, é arte educadora no Dia:Beacon e no projeto para crianças latinas Escuelita en Casa.

 

Flavia Aranha nasceu em Campinas, interior de São Paulo, e cresceu em um ambiente conectado à natureza e à arte. Seu olhar sempre se ateve às dualidades cotidianas; a delicadeza e potência em tudo o que existe conduzem seu processo criativo e caminho empreendedor. Após sua experiência na indústria convencional da moda, em 2009, abriu seu primeiro ateliê-loja na Vila Madalena, São Paulo, tendo o tingimento natural como cerne da marca homônima. A designer reúne conhecimentos tradicionais a novas tecnologias para o desenvolvimento de produtos que possam gerar impactos mais positivos na sociedade e no meio ambiente por meio da moda.

 

Cristine Takuá é filósofa, rezadora, aprendiz de parteira, educadora e artesã indígena, vive na aldeia do Rio Silveira, onde foi por doze anos professora na Escola Estadual Indígena Txeru Ba’e Kuai’, de filosofia, sociologia, história e geografia. É diretora do Instituto Maracá . Também é representante do núcleo de educação indígena dentro da Secretaria de Educação de SP e membro fundadora do FAPISP ( Fórum de articulação dos professores indígenas do Estado de SP. É membro fundadora do conselho Aty Mirim do Museu das culturas indigenas em SP . Atualmente é coordenadora da Ação colaborativa Escolas Vivas em parceria com Selvagem, Ciclo de estudos sobre a vida.

 

Encontro presencial ao redor das árvores pau-brasil do jardim de escultura para professores, educadores, pesquisadores, estudantes e artistas. Com inscrição prévia.
Para intérprete de Libras, solicitar pelo e-mail educativo@mam.org.br com até 48hs de antecedência. 

 

Essa atividade faz parte do programa Contatos com a arte + Arte e Ecologia.