Mostra de documentários: Filmes do Barro


Datas: 09, 16, 23 de outubro, 06 de novembro de 2022
Horário: 11h, 14h e 16h30

Local: auditório do mam (Auditório Lina Bo Bardi)
Curadoria: RodriguezRemor

 

Filmes do Barro é uma mostra de documentários que resgata pesquisas audiovisuais sobre práticas cerâmicas tradicionais. Com curadoria de RodriguezRemor, duo de artistas que integra o 37º Panorama da Arte Brasileira, em cartaz no MAM São Paulo, a mostra busca revelar as mestres e seus saberes apresentando técnicas, procedimentos, questionamentos e contextos de grupos étnicos e ancestrais no território brasileiro, lançar um olhar crítico sobre os domínios da cerâmica que estão intimamente ligados ao território e sensibilizar o público sobre esses fazeres e modos de vida em desaparecimento. É um convite à reflexão sobre o fazer do barro e a urgência da salvaguarda desses conhecimentos, que minguam na mesma medida em que territórios tradicionais são loteados e invadidos recebendo novas populações e funções.

Nas sessões 1 e 4, serão exibidos o curta Dagmar, Filha do Barro, uma versão condensada da vídeo-instalação homônima em apresentação no 37º Panorama da Arte Brasileira. Na sequência, o longa Do Pó da Terra, de Maurício Nahas, encerra essas sessões. Os filmes conectam a manufatura cerâmica ao longo do rio Jequitinhonha, de onde se retira o barro sagrado que define a vida dos artistas que vivem às suas margens, tanto em Minas Gerais, quanto na Bahia.

As sessões 2 e 3 estão formadas apenas por curtas documentais que narram conhecimentos e fazeres do Nordeste brasileiro e de duas culturas indígenas, a Mbyá-Guarani e a Javaé.

No dia 9 de outubro de 2022, às 18h30, o documentário Dagmar, Filha do Barro será exibido pela primeira vez na cidade de Belmonte, Bahia, terra natal de Dona Dagmar. A projeção acontece na Praça Dagmar Muniz de Oliveira, no bairro da Visgueira, com a presença de Dagmar e de todos os familiares que participaram do documentário.

 

 

9 out (dom), 11h, 14h e 16h30 – sessão 1 (1h40min)

Dagmar, Filha do Barro, 2022, RodriguezRemor, 21min
Acompanha o cotidiano da artista baiana Dagmar Muniz de Oliveira, que manufatura os maiores vasos cerâmicos do Brasil. Uma pesquisa audiovisual sobre a força do matriarcado na luta pela sobrevivência e manutenção de tradições ancestrais, em cruzamento com as etapas de confecção cerâmica: a busca do barro na foz do Jequitinhonha, a secagem e a preparação da argila, a modelagem das peças em família, o enfornamento dos potes e a singular queima em forno caieiras.

Do Pó da Terra, 2016, Maurício Nahas, 1h19min
Um retrato afetivo e aprofundado sobre a relação entre os artesãos e moradores do Vale do Jequitinhonha e a matéria-prima que utilizam, o barro, substância que vem da terra de onde vieram os homens e que dá a chance de transformar miséria em arte.

inscrições aqui

 

16 out (dom), 11h, 14h e 16h30 – sessão 2 (1h22min)

Dagmar, Filha do Barro, 2022, RodriguezRemor, 21min
Acompanha o cotidiano da artista baiana Dagmar Muniz de Oliveira, que manufatura os maiores vasos cerâmicos do Brasil. Uma pesquisa audiovisual sobre a força do matriarcado na luta pela sobrevivência e manutenção de tradições ancestrais, em cruzamento com as etapas de confecção cerâmica: a busca do barro na foz do Jequitinhonha, a secagem e a preparação da argila, a modelagem das peças em família, o enfornamento dos potes e a singular queima em forno caieiras.

Vitalino – Lampião, 1969, Geraldo Sarno, 9min
Do barro de telha ou massapê começa a surgir, pelo trabalho do ceramista Manuel Vitalino dos Santos, uma imagem de Lampião, o rei do Cangaço. Segundo o artista, filho do Mestre Vitalino, o mais famoso artesão do barro do Nordeste, seria preferível abandonar a arte a ter que mudar sua forma artesanal de produção. Tradição e consumo são discutidos quando a arte chega para ser comercializada na Feira de Caruaru em Pernambuco. Marcando a trilha sonora, a voz do cantador Severino Pinto.

Mestre Nado: A Terra, a Água, o Fogo e o Sopro, 2013, Tila Chitunda, 17min
Ele mistura terra, água, fogo ao sopro. Dessa alquimia Mestre Nado cria o som do barro.

Maragogipinho, 1968, Guido Araújo, 22min
Na Feira de São Joaquim, em Salvador, encontra-se a maior concentração de cerâmica popular da Bahia. Quase toda a produção dessa afamada cerâmica utilitária e de adorno vem da vila de Maragogipinho. Situada no Recôncavo Baiano, essa pequena comunidade de oleiros vive há mais de 200 anos da produção artesanal de objetos de cerâmica popular. O filme, com um tratamento de acentuado caráter etnográfico, mostra todo o processo de produção da cerâmica, desde a retirada da argila do barreiro até a colocação do produto acabado no mercado consumidor do Recôncavo e da capital baiana. Há também uma preocupação no filme, de registrar as condições de trabalho, o cotidiano da comunidade e o relacionamento entre as pessoas que vivem da produção de cerâmica no Maragogipinho.

Louça de Deus, 2016, Eudaldo Monção Jr, 13min
Bahia, séc XIX, Patrício saiu de Maragogipinho, navegando pelo Rio Jaguaripe até Nazaré, em uma canoa abarrotada de miniatura de utensílios domésticos feitos em barro. Assim começou a Feira de Caxixis, maior evento ceramista da América Latina.

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23 out (dom), 11h, 14h e 16h30 – sessão 3 (1h24min)

Dagmar, Filha do Barro, 2022, RodriguezRemor, 21min
Acompanha o cotidiano da artista baiana Dagmar Muniz de Oliveira, que manufatura os maiores vasos cerâmicos do Brasil. Uma pesquisa audiovisual sobre a força do matriarcado na luta pela sobrevivência e manutenção de tradições ancestrais, em cruzamento com as etapas de confecção cerâmica: a busca do barro na foz do Jequitinhonha, a secagem e a preparação da argila, a modelagem das peças em família, o enfornamento dos potes e a singular queima em forno caieiras.

Barro Vivo: Cerâmicas de Coqueiros, 2013, Adriana Feliciano, 27min
No filme Barro Vivo, você vai descobrir a deslumbrante história de alegres artesãs que utilizam as tradições da cerâmica indígena para embelezar sua atividade cotidiana na cidade de Coqueiros, Recôncavo da Bahia. Os sentidos ficam aguçados pela leveza, elegância e coragem de artesãs baianas que se enobrecem pelo trabalho feito com amor, cultura e sofisticação.

Dona Cadu (Mestres Navegantes), 2018, Betão Aguiar e Gabriela Barreto, 6min
Às margens do rio Paraguaçu, na comunidade de Coqueiros, Maragogipe, Bahia, Dona Cadu mantém viva uma das artes mais antigas do mundo. No encontro da terra com a água a vida ganha contorno e um século de beleza reluz nos olhos serenos desse patrimônio feminino da cultura brasileira.

Kerexu, 2019, RodriguezRemor, 19min
Desde a coleta da argila nas margens do rio até a queima artesanal em forno e em fogo de chão, o filme acompanha o processo de produção da cerâmica indígena no Sul do Brasil. Os conhecimentos passam pelas mãos de uma das últimas ceramistas Mbyá-Guarani na região, Kerexu Jera Poty.
O documentário teve como objetivo fornecer apoio às escolas de ensino fundamental a serem introduzidas no contexto e nas técnicas tradicionais de cerâmica Mbyá-Guarani.

Javahé, 1959, Harald Schultz, 11min, sem áudio
Registros da produção cerâmica da cultura Javaé, que pertencem ao arquivo do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, sob a catalogação: A000082 – Javahé, Araguaia, Brasil, da Enciclopédia Cinematográfica de G. Wolf, 1959, 10:44. Os Javaés vivem na Ilha do Bananal e no norte do Tocantins, como também, no Mato Grosso, Goiás e Pará.

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06 nov (dom), 11h, 14h e 16h30 – sessão 4 (1h40min)

Dagmar, Filha do Barro, 2022, RodriguezRemor, 21min
Acompanha o cotidiano da artista baiana Dagmar Muniz de Oliveira, que manufatura os maiores vasos cerâmicos do Brasil. Uma pesquisa audiovisual sobre a força do matriarcado na luta pela sobrevivência e manutenção de tradições ancestrais, em cruzamento com as etapas de confecção cerâmica: a busca do barro na foz do Jequitinhonha, a secagem e a preparação da argila, a modelagem das peças em família, o enfornamento dos potes e a singular queima em forno caieiras.

Do Pó Da Terra, 2016, Maurício Nahas, 1h19min
Um retrato afetivo e aprofundado sobre a relação entre os artesãos e moradores do Vale do Jequitinhonha e a matéria-prima que utilizam, o barro, substância que vem da terra de onde vieram os homens e que dá a chance de transformar miséria em arte.

inscrições aqui

 

agradecimentos

Canal Thomaz Farkas, Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo, Cinemateca Brasileira, Notorious Films, Mestres Navegantes, Janaina Rocha, TVE Bahia, Kianda Filmes, O2 Filmes, Fernando Machado, Nana Rodrigues, Ticiano Arraes, André Braga, Renato Amoroso, Julio Bomfim, Cássio Nobre, Laís Araújo, Cinemateca da Bahia, Memorabilia Filmes, Marcos Farinha, Bohumila Sampaio de Araújo, Luciana Moniz, Iara Andrade, Luciana Nemes, Cauê Alves, Cristiana Tejo e a todos os realizadores que participam do programa.